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  • Montenegro em Cena não acontecerá em 2015.

    Montenegro em Cena não acontecerá em 2015.

    A 4ª edição do único festival de teatro do vale do caí não acontecerá em 2015.

    O Montenegro em Cena, projeto financiado pelo edital do FUMDESC – Fundo Municipal do Desenvolvimento da Cultura de Montenegro nas suas três primeiras edições, foi aprovado com apenas 30% do valor solicitado o que inviabilizou a execução do festival.

    O Fundo recebeu uma demanda muito maior de projetos do que em 2014 e por isso foi necessário a readequação de valores de todos os projetos inscritos e aprovados.

    Agradecemos o apoio da UERGS, do SESC,  das escolas de Montenegro em especial as doze (12) escolas que apoiaram o projeto e que receberiam as ações do Festival: Profª Maria Josepha Alves de Oliveira, Dr. Paulo Ribeiro Campos, Delfina Dias Ferraz, José Pedro Steigleder, AJ Renner, Promorar, Colégio Estadual Ivo Buhler-CIEP, São João Batista, São José, Dr. Walter Belian, Cinco de Maio e Henrique Pedro Zimmermann (Costa da Serra). Agradecemos também aos artistas e grupos dos mais diversos cantos do estado e do país que aguardavam o período de suas inscrições.

    A Marca ProduçõeDSC_0135s Culturais, irá realizar uma Mostra de Arte Urbana em 2015, e está trabalhando para que esse festival que atendeu 2,5 mil pessoas em 2014, possa continuar vivo no próximo ano.

  • Oficina Luz na Cena em Viamão

    Oficina Luz na Cena em Viamão

    No último Domingo, dia 10 de maio, a Marca Produções Culturais realizou a oficina Luz na Cena na Cidade de Viamão. Quinze pessoas estiveram no salão Paroquial da Igreja Matriz para discutir alguns princípios básicos e desafios da Iluminação Cênica. O encontro foi uma promoção do grupo Teatral Leva Eu que pretende desenvolver uma série de encontros com profissionais das Artes Cênicas no ano de 2015.

    Na oportunidade Cassio Azeredo, ministrante da oficina abordou questões como a formação de profissionais, o designer da luz, as principais funções da iluminação na cena, um panorama da evolução da luz nos espaços cênicos, qualidades vitais, equipamentos disponíveis, criações artesanais, concepções e montagem de um plano de luz.

    “Obviamente um encontro de 5h não é suficiente para aprofundar muitas questões, mas o objetivo principal deste momento é ser o ponto de partida para novas pesquisas e criações em Iluminação Cênica”, comenta Cássio Azeredo.DSC_0197 (1280x752) DSC_0218 (945x1280)

  • Oficina Luz na Cena será realizada em Viamão

    Oficina Luz na Cena será realizada em Viamão

    A Marca Produções Culturais vai ministrar a Oficina Luz na Cena, em parceria com o grupo teatral Leva Eu no próximo dia 10 de maio. A atividade acontece das 17h às 21h no Salão Paroquial da Igreja Matriz de Viamão.

    O evento é recomendado para os interessados em adquirir conhecimentos básicos sobre iluminação. A proposta é fazer uma abordagem de conceitos teóricos e práticos da iluminação teatral, breve história da iluminação cênica a partir de materiais teóricos. Refletir sobre os elementos vitais (cor, intensidade e forma), funcionalidade da luz, equipamentos disponíveis e montagem do material de luz. Apresentaremos algumas possibilidade de criação de um plano de luz a partir da experimentação de cenas teatrais.

    Com duração de 4h o objetivo da oficina é proporcionar aos participantes uma experimentação na utilização da iluminação cênica enquanto signo teatral, que sirva como ponto de partida para novas pesquisas e criações.

    O custo de participação no curso é de R$ 40,00 (com certificado de participação). Outras informações pelo telefone 98411537 ou pelo e-mail ator.igor@gmail.com

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  • Camiseta da Fábrica de Sonhos 2015

    Camiseta da Fábrica de Sonhos 2015

    Acabou a espera! Os alunos da Fábrica de Sonhos já decidiram como vai ser a camiseta de 2015. Foi uma votação apertada entre os modelos criados por Tiago Gasperin, pois todos eles trazem um lay out moderno que agradou os alunos.

    As camisetas serão confeccionadas pela empresa Pro Art de Montenegro. Elas serão em Poliviscose e podem ser encomendadas com os professores da Fábrica de Sonhos até o dia 05 de junho.

    Confiram os modelos das camisetas nos anos anteriores:Sem título

  • 29ª Feira do Livro de Farroupilha inicia nesta semana.

    A Marca Produções é parceira da 29ª edição da Feira do Livro de Farroupilha que vai trazer para a cidade diversas apresentações artísticas, lançamentos de livros, oficinas, intervenções e muita cultura. O evento inicia nesta segunda-feira, dia 03 de novembro e três atrações da programação são produzidas pela Marca Produções: às 9h45min têm apresentação da peça “Umbigo”, do Grupo Trilho de Teatro. E pra quem não conseguir acompanhar de manhã pode assistir a peça também às 14h.

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    A partir das 18h, o GFAC – Grupo Farroupilha de Artes Cênicas, realiza as intervenções “Brigas”, “A Loja de chapéus” e “Dá licença por favor”  no espaço da feira.

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    Já às 19h30min é a vez do grupo Foi o que eu disse da cidade de Harmonia apresentar a peça “O Auto da Compadecida”, peça inspirada no clássico text de Ariano Suassuna.

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    Na terça feira, dia 04 de novembro, a marca produz a peça “O homem mais sério do mundo” , também do Grupo Trilho de Teatro. As apresentações acontecem às 8h30min e às 14h. Além destas apresentações o GFAC realiza intervenções na parte da tarde.

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    Na quarta-feira, dia 05, é a vez de Daniel Vêrsa ministrar quatro oficinas de História em Quadrinhos, às 8h30min, às 10h, às 13h30 e às 15h. Além disto, a peça “O Chapeleiro Maluco” do grupo Leva Eu, apresenta às 10h e às 15h30min. As 18h, o escritor Carlos Fernando Leser e o ilustrador Daniel Vêrsa lançam em Farroupilha o livro “Parque Di Versos” e o grupo Farroupilha de Artes Cênicas realiza intervenções cênicas.

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    Na sexta-feira, dia 07, “O Chapeleiro Maluco” volta à cena para mais duas apresentações às 8h30min e ás 15h30min.

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    No sábado dia 08, e no domingo dia 09, ás 15h o grupo Trilho de Teatro apresenta a peça “Baú Lembranças e Brincanças”.

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    Além das atividades promovidas pela Marca Produções, diversas atrações compõem a 29ª Feira do Livro de Farroupilha. Confira a programação completa clicando aqui.

    Agradecemos a administração municipal pela confiança e nos sentimos felizes por estar contribuindo para o desenvolvimento cultural do município!

  • Projeto Mais Cultura segue até Novembro

    Projeto Mais Cultura segue até Novembro

    O Projeto Mais Cultura nas Escolas realizado através de uma parceria entre a escola Portão Velho e a Marca Produções Culturais já promoveu diversas atividades. Fique por dentro das principais ações do projeto na escola:

     Oficina Experimentos Teatrais na Escola.

    A oficina realizada com professores da escola possibilitou o experimento de algumas possibilidades de criação e relação a partir de jogos dramáticos e teatrais, além de promover a reflexão sobre possíveis abordagens para o ensino para o teatro.

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    Oficina Teatro e Grupo

    A oficina Teatro e Grupo foi ministrada para os pais e alguns professores da escola. A programação propôs um primeiro contato com o fazer teatral através do trabalho em grupo, possibilitando o experimento prático de dinâmicas que propõem um olhar sensível para com o outro.

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    Apresentação da Moça Bonita da Linha do Trem

    Seguindo as atividades do projeto, a escola Portão Velho recebeu A moça bonita da linha do trem. A peça do grupo Deixa Quieto, da cidade de Salvador do Sul, com direção de Marcos Cardoso, encantou um público de mais de 300 pessoas com a história de amor que tem como pano de fundo a colonização da região formada por municípios de origem germânica pelos quais cruzou a linha do trem.

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    Oficina os Caminhos pra Cena

    Depois dos professores e pais, chegou a vez dos alunos da escola Portão Velho participarem das oficinas de formação. Foram 65 alunos divididos em quatro grupos que vivenciaram as atividades em um dia com muitos desafios e criações. A Oficina Caminhos pra Cena proporcionou aos participantes a criação de cenas teatrais a partir de estímulos variados, oferecendo aos alunos artistas um panorama de possibilidades para sustentar a criação cênica.

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    Diversas atividades serão realizadas ainda até o final do mês de novembro. Fique ligado nas novidades!

  • Vem aí o MOTIN 2014

    Vem aí o MOTIN 2014

     

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    Chegou a hora de mais um MOTIN! A Mostra de Teatro Independente, realizada pelo projeto Fábrica de Sonhos, tem uma nova edição no dia 16 de agosto na cidade de Farroupilha. O MOTIN acontece anualmente e é muito aguardado pelos alunos de teatro do projeto, pois é o dia onde todos eles se reúnem para vivenciar diversas experiências em arte. O evento tem como principal objetivo proporcionar uma integração entre os alunos do Projeto, além de promover um intercâmbio cultural entre os jovens. No sábado, das 9 às 22h, nove oficinas artísticas serão proporcionadas com temas que vão desde as artes circenses até esportes como o slack line. A programação conta também com apresentações artísticas, almoço, lanche e uma festa de encerramento. Irão participar do evento mais de 200 alunos de teatro das cidades de Farroupilha e Pareci Novo.

  • Vida Fora da Gangue agora em DVD

    Vida Fora da Gangue agora em DVD

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    A história de Pedro Stiehl recontada pelo GFAC – Grupo Farroupilha de Artes Cênicas ganhou uma edição em DVD com bastidores, curiosidades, depoimentos, making off e muito mais. O universo adolescente, o medo da solidão, as drogas, as gangues, os sonhos e a identidade da adolescência são revisitados em Vida Fora da Gangue. A narrativa mostra a história dos quatro amigos que fundam um jornal na escola e a partir dele enfrentam os inúmeros problemas da adolescência, tantos os próprios, quanto os causados pela gangue do Druído, uma turma nada fácil de enfrentar. Quem quiser adquirir uma unidade é só entrar em contato. O custo é de R$ 16,00 mais o valor de postagem.

  • 2ª edição do Montenegro em Cena encerra com sucesso

            O 2º Montenegro em Cena – Festival de Teatro de Montenegro foi realizado com êxito e novamente bem recebido pela comunidade local. Envolvemos dez grupos de teatro vindos de oito diferentes cidades para um público de aproximado de 1370 pessoas. Além disto, o festival realizou diversas trocas de experiências através dos debates realizados entre os participantes, jurados e comunidade. Realizamos a oficina “teatro e performance: corrosões e relações de criação” que trabalhou com aproximadamente 25 pessoas durante 8h. A oficina, ministrada por Francisco dos Santos Gick, foi parte fundamental do evento e também um diferencial em relação aos demais festivais de teatro do estado, pois proporcionou um intercâmbio entre os grupos, reduziu o caráter competitivo e contribuiu na construção de conhecimento dos participantes. Além da oficina, proporcionamos a realização de uma mesa redonda coordenada por Dionatan Rosa e Jessé Oliveira que discutiu “o lugar da pesquisa no processo de criação”. Toda a programação do Festival aconteceu no Teatro Roberto Atayde Cardona e foi gratuita para a comunidade montenegrina.
           Agradecemos a todos que contribuíram para que este festival acontecesse e reafirmamos nosso compromisso em realizar a terceira edição deste evento que fomenta o fazer teatral na região e contribui para o desenvolvimento cultural do estado. Esperamos todos!
    Cássio Azeredo e equipe do Montenegro em Cena 
  • Clipping

    Clipping

    (Click na imagem para ampliar)

  • Que venha 2014!

    Que venha 2014!

    Que não nos faltem os pássaros para trazer novos amanheceres! Feliz 2014 e obrigado a todos que contribuíram com o Teatro do Clã e estão ajudando a fazer nosso caminho!

     

  • O Rei Cego em Canoas

    O Rei Cego em Canoas

    À
    tarde do ultimo domingo marcou o encerramento da temporada de apresentações do
    Rei Cego em 2013. O grupo realizou uma “apresentação intimista” na Casa das
    Artes Villa Mimosa em Canoas, às 18h, para aproximadamente 30 pessoas.
    A Casa
    das Artes Villa Mimosa é tombada pelo patrimônio histórico cultural da cidade e
    depois de um trabalho de quase um ano de restauração, o prédio que é um dos
    mais antigos da cidade, tornou-se um belo espaço multicultural. Segundo Tuti
    Kerber, atriz do grupo, foi muito bacana a experiência de ter apresentado em um
    espaço destinado ao desenvolvimento cultural, que abriga exposições, e diversas
    atividades artísticas, finaliza. 
    O grupo encerra 2013 com 49 apresentações do Rei Cego, incluindo uma viagem ao Uruguai, e uma temporada de apresentações em São Paulo. 

    Espaço do grupo: O nosso agradecimento a toda a equipe da Casa das Artes que promoveu nossa apresentação. 

     

     

     

     

     

  • Mostra de Teatro da Fábrica de Sonhos com muitas novidades na edição 2013

    Mostra de Teatro de Farroupilha movimenta os artistas da cidade e deve lotar o auditório da UCS Farroupilha

    Chegou a hora dos alunos do projeto de teatro educação da Fábrica de Sonhos mostrarem o seu talento. A III Mostra de Teatro de Farroupilha acontece na próxima semana nos dias 26, 27 e 28 de novembro às, 20h na UCS Farroupilha. Este ano sobem ao palco mais de 100 alunos divididos em sete grupos de teatro para mostrar suas criações gratuitamente para toda a comunidade
    Apresentam este ano dois grupos do Centro Ocupacional Senador Teotônio Vilella, dois grupos da Casa da Criança Odete Zanfeliz, um grupo da escola Antonio Minella, o grupo Talentos da Maturidade do Centro de Convivência São José, e o GFAC – Grupo Farroupilha de Artes Cênicas.
    “A mostra é parte importante da metodologia do projeto Fábrica de Sonhos e acontece em todas as cidades que o projeto está inserido. É o momento em que o aluno expõe parte do trabalho produzido durante o ano para a comunidade que, por sua vez, pode apreciar um pouco do teatro que é produzido aqui”, ressalta Cássio Azeredo, organizador do evento e também diretor das peças.
    Além das apresentações dos grupos a mostra vai contar com algumas novidades nesta edição. O público poderá acompanhar a exposição de esculturas em madeira do artista visual e professor Vanderlei Calloni durante os três dias e também será convidado a participar de um bate papo com os atores do grupo GFAC, no ultimo dia do evento. Além disto, serão escolhidos e premiados o ator e a atriz revelação de cada noite. “Estas ações buscam possibilitar outras formas de interação com as produções artísticas, além de incentivar a continuidade do trabalho” comenta Azeredo.
    Realizado pela Marca Produções Culturais, o Projeto Fábrica de Sonhos está presente em outras seis cidades do Rio Grande do Sul, além de Farroupilha: Dois Irmãos, Pareci Novo, Salvador do Sul, São José do Sul, Maratá e Portão. O projeto que conta com mais de 500 alunos, recebeu em 2012 o Troféu Cultura FAMURS, como melhor projeto do estado na categoria teatro.

    Programação da Mostra

    Terça
    Grupo Segunda Opção com a peça O Psicólogo e o Monstro (Centro Ocupacional – Farroupilha)
    Grupo Subtítulo com a peça Ficar ou não eis a questão? (Centro Ocupacional – Farroupilha)
    Grupo Talentos da Maturidade com a peça A História de Bepo Formágio (Farroupilha)

    Quarta
    Grupo Sub Mundo com a peça Precioso Conceito (Casa da Criança – Farroupilha)
    Grupo Resta 1 com a peça Filhote de Cruz Credo (Casa da Criança – Farroupilha)
    Grupo Speta un Poqtin com a peça Manuel e Manuela (Escola Antônio Minella – Farroupilha)

    Quinta
    GFAC com a peça A Vida Fora da Gangue (Farroupilha)
    Bate Papo

    Serviço
    O que: Mostra de Teatro da Fábrica de Sonhos
    Quando: terça, quarta e quinta-feira a partir das 20h
    Onde: Auditório da UCS Farroupilha (Rodovia dos Romeiros, 567)
    Quanto: Entrada franca

  • Críticas de Cássio Azeredo

    Críticas de Cássio Azeredo

    É com muita generosidade que compartilho o meu olhar sobre três trabalhos que aconteceram no Montenegro em Cena. Inicialmente está função não seria minha, mas me diverti bastante fazendo. Reitero que lanço um ponto de vista sobre as criações, a partir de uma apreciação enquanto espectador, longe de querer criar uma fórmula, ou impor qualquer verdade. O ponto de vista é a vista de um ponto entre inúmeros. Espero que sejam úteis!

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    Grupo: Cia Fasta
    A peça da Cia Fasta, nos aproxima (desculpem o trocadilho!) dos grandes locutores, divas, comerciais, e do universo das radionovelas. A trama enfoca o esforço de três locutores para salvar a Rádio Esperança que está indo a falência com o advento da televisão. O trabalho é criado de forma coletiva pelo grupo sem a figura de um diretor. E este é o primeiro fator que destaco: se esta forma de trabalho é um dos elementos que influencia diretamente na construção do grupo e impõe uma marca enquanto ferramenta de criação, o olho de fora é justamente o que falta para dar unidade à peça e aos elementos da encenação.

             A trilha sonora executada ao vivo por dois músicos que se revezam entre o trumpete e o violão apontam um bom caminho. Eles criam arranjos interessantes, apesar de ainda tímidos. O desafio agora é criar uma função dramatúrgica pra eles, fazer com eles se integrem enquanto elemento funcional dentro da narrativa.
             Penso que a representação dos atores também pode transcender um pouco o realismo da situação para tornar a cena mais teatral. E isso passa por uma tonicidade no corpo dos atores que ainda é tímida e não sustenta a ação na plenitude que poderia. Talvez isso contribuísse para um contraste mais evidenciado entre os momentos em que os personagens estão fora do ar e o lirismo das canções e da programação da radio.
    Para finalizar destaco a atuação de Luiz Manoel Oliveira Alves que representa o personagem Evoé com belos momentos de sutileza e um tom nonsense muito interessante. E ainda a dramaturgia que termina aberta me permitindo imaginar o que aconteceu com a Rádio Esperança. É um belo trabalho que se criar raízes, tem tudo para explodir.

    Sonhos (Im) Possíveis

    Grupo: Teatro dos Sonhos
    O grupo cria um belo trabalho que nos desperta os sentidos e inicialmente nos arrebata pela quantidade de signos visuais. Há um cuidado com a estética, com a visualidade, a luz, a trilha (!), o figurino e o cenário que é composto por três grandes panos que descem de cima até o chão. Todos estes elementos criam um clima onírico que dialoga com a proposta de pensar sobre os sonhos.
    O coletivo parte de ações investigativas na cidade de Porto Alegre em que abordam pessoas para saber quais são os seus sonhos e a partir deste retorno se estabelece o ponto inicial para a criação de dramaturgia de Sonhos (Im) Possíveis. O texto final que se estabelece ainda não atingiu sua plenitude de comunicação, e devido ao excesso de formalidade e linearidade, não chega pra mim de forma viva. Gosto da pesquisa enquanto forma, e me instiga a pensar na possibilidade de representar os sonhos que habitam uma casa que está indo para o abismo, mas me faltam elementos cruciais como saber quem são estas pessoas e qual o tipo de relação se estabelece entre elas.
    Outro ponto que destaco no trabalho é a formalidade que fica evidenciada no trabalho dos atores. Apesar de me chamar a atenção à limpeza dos movimentos (e em alguns momentos eles atingem o nível da ação), essa formalidade toda também não chega a criar uma segunda natureza que poderia me colocar em outra perspectiva de contato com a obra. Ainda há uma referencia realista, principalmente na fala dos atores, que me parece precisar de uma relação entre os personagens que algum momento contemple uma perspectiva mais humana, portanto também suja e menos formal.
    Questiono-me o quanto esta formalidade que beira a pré-expressividade importa, interessa ou significa no acabamento final da cena. Me parece que há uma junção das imagens com o texto de uma maneira ainda brusca, e  com uma visível  arbitrariedade da literatura em relação ao acontecimento teatral. Talvez se as partituras expandissem a forma e servissem mais como matrizes, a ação dramática aconteceria com maior potencia.

    Existem belos momentos dentro do trabalho, como a cena em que os personagens fazem tricô e o que sentam para tomar café. Especificamente o momento do café me aproxima do humano e naquele instante a formalidade serve apenas para sustentar a ação e aí se torna interessante. A cena do tricô contém um desenho cênico que revela uma sutileza e uma poesia muito interessante, porém, na minha visão, perde sua potencia justamente por não contrastar com todo o resto.
    Porém há uma tensão nos textos e na forma como eles são ditos, há uma tonicidade no corpo dos atores, uma disponibilidade deles que é muito bacana. Acho legal o risco, a proposta, a tentativa de encontrar algo novo.  É um grande experimento, ousado, e que portanto, se recusa a ficar no senso comum. Acredito nesse caminho, nessa proposta e nesse grupo.

    Grease: Sejam bem vindos ao mundo de Rydell

    Grupo: Só Deus sabe
    Grease: sejam bem vindos ao mundo de Rydell é um poço de criatividade e um divertido acontecimento teatral, sustentado principalmente pela inventividade do seu diretor, Rodrigo Azevedo. A peça arrepia deste o início, pois extravasa o palco com propriedade, convidando o público que está na rua, a entrar no teatro e no mundo a que se propõe. A vontade e a força deste grupo jovem toma conta da cena e cria uma atmosfera de representação que sustenta a falta da técnica. Tomo emprestado o termo utilizado por Francisco dos Santos Gick quando se referindo a peça a descreveu como uma “folia juvenil”. E é isso: uma festa em cena. Mas é também teatro, e bom teatro.
    Grease é inspirada no clássico do cinema estrelado por John Travolta e Olívia Newton-John e conta a história da personagem Sandy que se apaixona por Danny nas férias, mas depois é esnobada por ele na escola em que estudam. Os recursos que o grupo usa para contar esta história apontam para uma teatralidade aflorada, que contribuem para uma poética festiva que já é marca dos trabalhos do grupo Só Deus Sabe.
    Todavia os elementos da carpintaria teatral que sustentam a obra podem ser melhor explorados, como por exemplo a convenção dos biombos que giram e auxiliam na delimitação do espaço. Eles podem ser explorados não só pela funcionalidade própria, mas também para que contribuam enquanto signo (marcado coreografado). A afinação da luz não é funcional, principalmente pela falta de utilização de contra luz o que contribui para uma imagem chapada dos atores que não privilegia a tridimensionalidade. A trilha sonora cumpre a função, mas eu queria vê-los em algum momento cantando mesmo e não apenas dublando as canções do filme.
    Ainda falta propriedade dos atores para representar personagens mais velhos – o que é sempre um problema quando se trabalha com adolescentes – e também em alguns momentos em que é necessário sustentar a ação mesmo quando não se está no foco dela. O Jogo com a bola de futebol americano não é crível como todo o resto, pois os meninos visivelmente não tem o domínio deste jogo. Ainda sugiro repensar o enxugamento das ações, pois dentro da narrativa tem alguns momentos que não contribuem para a compreensão da história.

    Tive o privilégio de assistir quatro montagens deste grupo e me agrada está poética festiva que o grupo encontra. Porém as criações ainda não transcendem a potencialidade que elas mesmas geram. Penso que com cinco anos de trabalho, o grupo pode encontrar a motivação da continuidade e nos brindar com montagens um pouco mais maturadas. 
  • Críticas de Everton Santos

    Críticas de Everton Santos

    Amigos Teatreiros:

    Referindo-me à produção escrita que farei sobre cinco espetáculos do festival Em Cena de Montenegro, prefiro me debruçar sobre os trabalhos com um olhar de espectador, procurando discorrer impressões por uma via apreciativa, ou seja, abordando pontos de vista que visem a valorização da obra montada.
    A pretensão é de compartilhar diferentes concepções artísticas, refletir sobre escolhas e criar ecos sobre o nosso fazer teatral, solicitando descartarem toda e qualquer colocação que julgarem imprópria para o objetivo específico de sua obra.
    As apreciações estarão disponíveis no renascencaciateatro.blogspot.com onde neste consta imagem dos autores de origem.
    Assim, agradeço o aprendizado e a atenção de todos desejando sucesso ao Teatro!
    Abraço,
    Everton Santos – Diretor/Ator/Dramaturgo – Renascença Cia. de Teatro “25 anos fazendo muita cena…“

    O MOÇO QUE CASOU COM A MEGERA


    Adaptação do conto espanhol “Moço que casou com mulher braba”, de D. Juan Manuel, e da obra “A megera domada”, de Willian Schakespeare.
    Equipe: Não Temos Nome Ainda – Novo Hamburgo
    O trabalho, que demonstra empenho e dedicação da equipe, apresenta essencialmente dificuldades na dinâmica do espetáculo como um todo. Aponto como possibilidade de causa principal a lentidão no jogo de ação e reação, gerando-se lacunas entre uma situação de cena e outra. Os atores deixam de intensificar ritmo às cenas pelo tempo excessivo de resposta na contracenação. Perde-se a força das ações e isto torna a estrutura de representação quase linear, pois o espectador começa a se acostumar com um ritmo de perguntas e respostas onde a expectativa de surpresa fica a espera de um acaso.
    A forma como o texto se coloca também ressalto como um aspecto de revisão. Deparo-me com uma musicalidade linear, o que ocorre muitas vezes com este estilo de texto empregado, pois o ator tende a cair no vício de uma musicalidade poética distanciada do sentido falado, da ação vocal a ser empregada. O surgimento de gritos abruptos e de melodiosas rimas sem tônus é outra questão a ser pensada, pois dificulta a construção de nuances aos personagens. A melhor articulação das palavras, que em momentos não se entende o que é dito, pode colaborar na limpeza da projeção vocal e no sentido do próprio texto, valorizando assim os diálogos e sua própria dinâmica.
    Outro aspecto que abordo é o papel do Coro, que nos proporciona boas imagens dentro do espetáculo. Sua composição como elemento de cenografia é rico, porém ainda tímido em sua função. Vejo um aproveitamento pontual no momento em que auxilia na arrumação da noiva ou mesmo no “surto” de Petruchio, no entanto pode-se explorar mais a sua relação coringa de encenação, quem sabe até como um elemento satírico das situações.
    Alerto ainda para o cuidado das locomoções nas coxias. Por vezes era visível a movimentação dos atores de um lugar para outro, esbarrando em cortinas ou mesmo entre si em saídas e entradas de palco. Isto tira o foco da cena e desmerece o trabalho. É necessário estar atento mesmo fora do espaço cênico e, quando dispomos de um grande número de atores pelos bastidores, a concentração e cuidado devem ser redobrados.

    A farsa é um gênero que se caracteriza por sua comicidade exagerada, por gestos amplos, por personagens tipos bem marcados e principalmente pela forma de comunicação com o público. A peça hamburguesa não nega o gênero, no entanto percebo uma questão de apostar mais nas estruturas de construção cênica que uma farsa oferece, sugerindo provocar zonas de desconforto em um processo físico aos alunos atores, os quais possam experimentar outras formas de elaboração corporal para suas personagens, pesquisando diferentes maneiras de oralidade e ampliando a gestualidade dos movimentos característicos de suas criações. A comunicação com a plateia, trazendo-a para dialogar com a peça através do divertimento, é relação fundamental num enredo farsesco. O trabalho está encaminhado em seu conjunto e revela interessantes recursos de encenação, então sucesso, suor e diversão em seu fazer.

    A COTOVIA E A ROSA

    Adaptação do conto de Oscar Wilde “O rouxinol e a rosa”
    Equipe: Núcleo Teatral – Guaíba
    Trazendo uma concepção lírica, o espetáculo se pauta por um forte apelo estético, no meu ver, valorizando em demasia os elementos de composição da encenação como a iluminação e principalmente a trilha sonora, que nem sempre contribui com seu papel dentro da peça. Em princípio, a utilização destes recursos precede um olhar funcional, porém tenho a sensação de que estes efeitos técnicos ditam a condução do próprio trabalho. A trilha exerce uma marcação muito forte, direcionando todas as cenas, deslocamentos e gestuais das personagens, além de moldar a plasticidade de cada movimento sobrepondo-se à relação dramática do ator. As músicas aparecem, por vezes, sublinhando situações ou com extensa continuidade, esgotando o seu próprio sentido na cena. Remete-me mais a um universo coreografado do que a um universo com teatralidade.
    Não vejo o ator sendo agregado à proposta da encenação na mesma medida dos efeitos técnicos, os quais nem sempre são bem operados. Percebo o ator em segundo plano, sendo ele um instrumento complementar de suporte e não o próprio suporte da dramaticidade do espetáculo. Dificulta-se a composição de um personagem com aderência, que possibilite o espectador ser tocado por sua ação sensível e não apenas pelo que um recurso técnico possa parecer exercer na cena. As impostações textuais com efeitos e musicalidades vocais lineares também são aspectos de esvaziamento do sentido das palavras ditas, e que aparecem de forma acentuada nas figuras da roseira e do estudante. Já a Cotovia é permeada por sensibilidade, mas um pouco tímida, segurada pela marcação da trilha sonora. Ela quem proporciona um certo tom de lirismo que a montagem se propõe.
    O trabalho do ator precisa pulsar. Ele é a chave para a condução do espetáculo. É nele que ocorre a transformação de estados da alma, nos abarcando com seu silencioso e gritante sentido de agir. Ele é quem cadencia e sustenta, por sua experiência e tradição, a dramaticidade de uma cena. Resgatar a função teatral da atuação pode ser um passo…

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    Adaptação da obra de Jean Genet “As criadas”
    Equipe: Grupo de Teatro da Fundarte – Montenegro
    Permeada por um tom quase tragicômico, a peça proporciona, em sua totalidade, uma visibilidade de variações de estados dentro da atmosfera sádica do enredo. Surgem personagens com boa constituição e um cenário bem disposto com possibilidade de ser mais explorado. As músicas escolhidas para a trilha sonora, por vezes se relacionam bem com as cenas, por vezes não me dizem muito quanto a sua contribuição complementar de efeito. O som, em vários momentos é alto, prejudicando o entendimento das falas, além de aparecer algumas falhas na sua operação (atrasos e adiantamentos de entradas e manuseios abruptos). Questiono o emprego de fumaça como efeito auxiliador na construção de atmosfera, e me parece em demasia seu uso no início do trabalho.
    Quanto às personagens, ressalto uma certa falta de amadurecimento na configuração artística das criadas necessitando de maior aprofundamento, pois trabalhar com qualquer situação de loucura exige muito do ator para passar o seu discurso com veemência, explorando as contrariedades que são frutos de um papel neste sentido. Isto é perceptivo em determinadas falas que surgem num tom mais marcado do que compreendido pelo sentido de reação. A falta de apropriação no manuseio de determinados objetos, os quais, no universo destas irmãs, são manuseados constantemente em seus rituais de assassinato, se tornando elementos de extensão de seu próprio corpo, também é questão a resolver. No entanto o espetáculo toma corpo e dinâmica com a entrada de Madame, personagem bem caracterizada pela atriz. Ela aproxima a platéia da história, cativa a atenção do público, proporcionando melhor entendimento do papel de cada personagem pela sua própria constituição de sentido e entrega às cenas de forma prazerosa. Alavanca o ritmo das enunciações textuais, contribuindo também na movimentação espacial e na integração de alguns objetos de cena.

             Trabalhar os universos dementes propostos por Genet é alvo de grande desafio para qualquer montagem. Suas ricas elaborações dramatúrgicas nos colocam em constante estado de inquietação, pois a necessidade do artista se desnudar de suas próprias questões morais e culturais é fato significante para a construção de seus personagens. E dentro da escolha do Grupo da Fundarte em encenar o sadismo explorado por Jean, não é diferente tais dificuldades. Pesquisar, aprofundar e procurar equilibrar as energias de atuação fará a amplitude do espetáculo.

     



    TODOS POR UMA COISA SÓ

    Baseado na obra de Guto Greco “Guerriros da bagunça”
    Equipe: Tribu di Arteiros – Morro Reuter
     Um belo espetáculo infantil que agrada crianças e adultos. O mundo das brincadeiras de infância, das galhofas sem maldade, do faz de conta “às ganhas” trazem a esta montagem a simultaneidade e contrariedade do riso e da comoção pela situação despojada e escancarada da fome, apresentada de maneira leve e divertida.
     É uma grata surpresa poder discorrer sobre tantos pontos positivos neste trabalho: uma representação com forma e ritmo, um figurino apropriado, uma estrutura cenográfica funcional e bem elaborada, uma boa maquiagem, uma trilha sonora bem construída e operada, um texto dominado.
     A peça proporciona o gosto de ver teatro por sua dinâmica e, bem provável, pelo prazer dos atores em encená-la, pois é notável o prazer dos artistas em realizar o seu trabalho. No entanto, observo que os personagens Pezinho e Pança ainda necessitam explorar mais o seu vigor cênico para equilibrar com os demais personagens que demonstram uma energia diferenciada de encenação. Jogar e contracenar de maneira mais audaciosa talvez possa resultar a estes dois personagens maior determinação em suas funções e em suas estruturas de conflito.
    O espetáculo está “redondo”, mas sempre pode melhorar. Sucesso!

    A INTRUSA


    Adaptação da obra de Maurice Maeterlinck “A Intrusa”
    Equipe: Cia Retalhos do Teatro – Santa Maria

    O grupo santamariense encara uma obra simbolista para fazer o seu teatro. Um mundo aparentemente desconexo e sem discurso de ligação, dentro de um contexto de loucura e degradação, é de onde parte esta montagem.
    A encenação apresenta dificuldades na estruturação densa da situação de espera, que é o mote para a percepção do que está para ser revelado. O começo do espetáculo é grandioso provocando o pulsar do espectador através do silêncio e da ação contida da criada até o momento em que chega a família trazendo a avó cega. A partir desta cena surgem os textos e junto com eles, formas impostadas de enunciação e cantilenas lineares, criando uma ruptura do denso e se instaurando uma espécie de lentidão vazia. O excessivo vigor textual empregado por vezes, buscando gerar uma espécie de tensão nas cenas, distancia o espectador dos sentidos do que está por trás do que é falado, pois a faceta do subentendido não fica claro e não se sustenta apenas pelo que é dito pelo texto, mas como é dito o texto.
     O como também é fator implicante na ocorrência de ações e deslocamentos vagarosos, sem tônus, que ficam na superfície dos gestos fazendo com que a loucura não se sustente e não se mostre determinante das aparências e da própria incapacidade de percepção das personagens. Este jogo é importante para a instauração da encenação simbolista e enriquece o olhar e a atenção do espectador.

    Mas me chama atenção a figura da Avó, personagem que me remete ao universo de contrapontos e de dualidades por sua construção. Aguça-me e me mantém focado por sua densidade palpável e por me provocar uma contínua sensação de expectativa. Centra em si o fio condutor do espírito da obra. Observo ainda, a constituição cênica da Criada em seus momentos de silêncio, pois quando o texto lhe vem, não se mostra com a mesma compreensão dramática, aparece deslocado, não corporificado e integrado ainda dentro de sua composição. 

    Penso que o espetáculo, que se mostra preocupado em construir uma boa articulação, e que nos traz uma bela trilha sonora e boa iluminação, pode se debruçar na pesquisa do gênero, intensificando o experimento do silêncio e de pausas que falem mais pelas situações. As revelações dependem desta subjetividade. É o que sinto.

  • Premiação do 2º Montenegro em Cena

    Premiação do 2º Montenegro em Cena

          E o Montenegro em Cena escreve mais um capítulo na história das artes cênicas no estado. Foi uma semana incrível, de muito carinho e troca.
          Muito obrigado a todos que ajudaram a fazer esse grande momento. Segue a premiação oficial, todavia a maior premiação acontece dentro de cada um. Mais uma vez, obrigado a todos!

    MELHOR TRILHA SONORA
    Indicados:
    • Daniel Soares Duarte – Sonhos (Im) Possíveis

    • Cia Fasta – No ar
     


    • Helquer Paez – A intrusa

    Vencedor: Daniel Soares Duarte – Sonhos (Im) Possíveis                                           
                                     

    MELHOR TEXTO INÉDITO
    Indicados:
    • Patricia Silveira e Natasha Centenaro – Sonhos (Im) Possíveis


    • Cia Fasta – No ar

    Vencedor: Patricia Silveira e Natasha Centenaro – Sonhos (Im) Possíveis


    MELHOR ILUMINAÇÃO
    Indicados:
    • Cida Machado – A cotovia e a rosa


    • Fabiana Santos – Sonhos (Im) Possíveis

    • Juliet Castaldello – A intrusa

    Vencedor: Juliet Castaldello – A intrusa                                     

    MELHOR CENOGRAFIA
    Indicados:
    • Grupo Teatral só deus Sabe – Grease :Bem vindos ao mundo de Rydell
     

    • Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só

    • Teatro dos Sonhos – Sonhos (Im) Possíveis

    • Helquer Paez e Márcio Carvalho – A intrusa

    Vencedor: Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só


    MELHOR MAQUIAGEM
    Indicados:
    • Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só


    • Cia Retalhos de Teatro – A intrusa

    • Jéssica Christman e Alessandra Souza – No ar

    Vencedor: Cia Retalhos de Teatro – A intrusa




    MELHOR FIGURINO
    Indicados:
    • Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell

    • Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só

    • Teatro dos Sonhos – Sonhos (Im) Possíveis

    • Neusa Matos – No ar

    • Helquer Paez – A intrusa
    Vencedor: Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
    Indicados:
    • Joana Dalpiaz – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    • Thássia Lemos – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell

    • Rafaela Costa – A Intrusa

    Vencedor: Joana Dalpiaz – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell



    MELHOR ATOR COADJUVANTE
    Indicados:
    • Luis Manoel Oliveira – No ar

    • Rafael Jacinto – A intrusa

    • Elison Pioner – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell

    Vencedor: Luis Manoel Oliveira – No ar


    MELHOR ATRIZ
    Indicados:
    • Franciele Aguiar – Sonhos (Im) Possíveis


    • Rosmeri Lorenzon – Todos por uma coisa só

    • Aline Ribeiro – A intrusa

    Vencedor: Franciele Aguiar – Sonhos (Im) Possíveis


    MELHOR ATOR
    Indicados:
    • John Becker – Todos por uma coisa só


    • Anderson Moreira – Sonhos (Im) Possíveis

    Vencedor: John Becker – Todos por uma coisa só



    MELHOR DIREÇÃO
    Indicados:

    Helquer Paez – A intrusa


    • Patricia Silveia – Sonhos (Im) Possíveis


    • Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    • Rosmeri Lorenzon – Todos por uma coisa só

    Vencedor: Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell



    Melhor espetáculo Juri Popular



    Espetáculo:

    3ª Espetáculo
    A intrusa


    2ª Espetáculo
    Todos por uma coisa só


    1ª Espetáculo
    Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    &


    Sonhos (Im) Possíveis

  • Confira a lista das peças da 2ª Edição do Montenegro em Cena

    Confira a lista das peças da 2ª Edição do Montenegro em Cena

    Espetáculo: No ar

    Grupo: Cia Fasta
    Cidade: Porto Alegre
    Duração: 40 min
    Classificação: Livre
    A magia por trás do som. É a partir dessa ideia que o grupo traz ao palco todos os encantos da Era de Ouro do Rádio Gaúcho. Com o advento da televisão, a perda de patrocinadores e o mau desempenho na audiência, três personagens apostam todas as suas fichas em uma única cartada que pode ou não salvar aquilo que deu sentido durante muitos anos às suas vidas: a Rádio Esperança.
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    Espetáculo: O moço que casou com a megera
    Grupo: Não temos nome ainda
    Cidade: Novo Hamburgo
    Duração: 50 min
    Classificação: Livre
    Inspirado no conto Moço que Casou com Mulher Braba de D. Juan Manuel e A Megera Domada de William Shakespeare este espetáculo traz a história de um moço que conhece uma rica herdeira, e decide casar-se com a moça. Até aí nada de anormal, se não fosse o caso desta moça não ter pretendentes, por ser uma fera. Esta moça é conhecida em toda a cidade por sua fúria e agressividade.
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    Espetáculo: Sonhos (Im) Possíveis
    Grupo: Teatro dos Sonhos
    Cidade: Porto Alegre
    Duração: 1h

    Classificação: 14 anos

    Três pessoas andam perdidas procurando um lugar para viver. Caminham até encontrarem uma casa abandonada. Quando encontram, invadem-na e passam a viver nela. Aos poucos começam a descobrir que a casa guarda sonhos que pertencem à sua história, sonhos que a habitam. Esses sonhos começam a ser vividos pelos novos moradores. Mais tarde, estes começam a perceber que além dos sonhos, a casa guarda um segredo. Ela está indo cada vez mais na direção de um abismo. Desesperados, descobrem que é preciso abandonar a casa. Têm que escolher se querem continuar e cair junto com ela ou se a abandonam e partem novamente em busca de um outro lugar para viver.
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    Espetáculo: A Cotovia e a Rosa

    Grupo: Núcleo Teatral
    Cidade: Guaíba
    Duração: 1h

    Classificação: 12 anos

    O espetáculo mostra o desespero de um jovem estudante em busca de uma rosa vermelha, única forma de conquistar sua amada. Uma cotovia sensibilizada com a situação, parte em busca de tal objeto de desejo, oferecendo em troca sua mais doce canção. Para atender seu pedido, uma roseira, maltratada pelo clima frio do inverno, lhe propõe um terrível sacrifício.      Amor e ironia estão presentes nesta adaptação da obra de Oscar Wilde, retratada de forma simbólica e com um cuidado estético que rendeu vários prêmios a este espetáculo.
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    Espetáculo: Madames
    Grupo de Teatro da Fundarte
    Cidade: Montenegro
    Duração: 1h

    Classificação: 14 anos

    Baseada no texto As Criadas, de Jean Genet, a peça “Madames” explora a relação sádica e de adoração de duas criadas por sua patroa, bem como a relação contraditória que ambas mantêm entre si. Ambientada nos dias atuais, o trabalho procura lançar o olhar sobre os conflitos de classe e hierarquias, através de uma experimentação de linguagens que tangenciam o bufonesco, o exagero e, de certa forma, o cômico. O cenário foi elaborado de forma a atender as necessidades da cena, privilegiando a ação e localizando o espectador no espaço em que o conflito se desenvolve. Assim como este, os figurinos, adereços e trilha sonora foram pesquisados e escolhidos pelas atrizes e direção do grupo tornando, assim, o processo criativo de inteira responsabilidade do mesmo.
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    Espetáculo: GREASE: Sejam Bem Vindos ao mundo de Rydel
    Grupo: Só Deus Sabe
    Cidade: Maquiné
    Duração: 50 min

    Classificação: 12 anos

    O Grupo teatral Só Deus Sabe mergulha no mundo mágico dos anos 60. Ao retratar arquétipos desta época, jogamos a partir de temas juvenis como o amor desacerbado, a intensidade, as amizades, entre outros. Conta a história de amor entre Sandy e Danny, se descobrindo na efervescência de suas jovialidades. Nasce então GREASE: Sejam Bem Vindos ao mundo de Rydel.
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    Espetáculo: Todos por uma coisa só
    Grupo: Tribu Di Arteiros
    Cidade: Morro Reuter
    Duração: 55 min
    Classificação: Livre

    É uma peça infantil porém para todas as idades, que tem como tema central a fome. Num lugar que mais parece uma selva de lixo dois bandos de mendigos separados por uma cerca disputam cada migalha para sobreviver. Em meio a esta guerra pelo alimento, dois jovens de lados opostos se apaixonam. É este amor que vai transformar disputa em união. O espetáculo propõe-se a discutir de maneira divertida, através de uma história leve, que mistura brincadeiras infantis e fantasia, temas como a pobreza, a reciclagem, os direitas humanos e o amor. É ele p responsável pela mudança na vida de toda a população deste país.

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    Espetáculo: A Intrusa
    Grupo: Cia Retalhos do Teatro
    Cidade: Santa Maria
    Duração: 45 min

    Classificação: 14 anos

    A avó cega e entrevada aguarda junto com a sua família a melhora da sua filha que está muito doente, pois deu a luz a uma criança que nunca chorou e parece de cera. O pai, o tia, o menino, a moça e a criada, esperam juntos com a idosa a chegada da Irmã de Caridade (freira) e o médico. Num clima denso e sufocante na casa, chega a visita inesperada da “Intrusa”.
  • O REI CEGO EM LAGOINHA – SP

    O REI CEGO EM LAGOINHA – SP

    A
    cidade de Lagoinha foi a última a receber o Rei Cego nesta temporada da peça em
    São Paulo. Apresentamos na tarde do dia 25/10 para aproximadamente 250 pessoas
    que estavam presentes no Auditório da cidade. Tivemos hoje as duas figuras
    ilustres do teatro de rua: bêbado e cachorro. É sempre delicado este momento,
    pois nunca sabemos como eles vão reagir, e o melhor é reverenciar e tirar
    proveito da situação. Como é importante ter a noção de que estamos ocupando um
    espaço que não é nosso, que já esta impregnado de outras energias. Ou seja,
    além de respeitar é preciso reverenciar estas figuras como integrantes da
    encenação neste momento e neste espaço.
    Afora
    o nosso público ilustre, estiveram presentes muitas crianças que não tem o
    hábito de assistir teatro e isso tornou este momento ainda mais especial, pois
    estamos também formando uma plateia. Isso é algo gratificante dentro do nosso
    ofício.

    Como
    nas outras cidades que visitamos, Lagoinha também é repleta de lendas, causos e
    de cultura popular. Destacam-se aqui, a dança do sabão e a dança do caranguejo,
    atividades culturais, típicas da região. É muito bom ver que estas cidades
    mantém viva a sua tradição e mais do que isso, que esta tradição faz parte do
    cotidiano das pessoas. Nosso agradecimento a estas pessoas hospitaleiras de
    Lagoinha que nos receberam com tanto carinho. Obrigado.


  • O REI CEGO EM SÃO LUIZ DO PARAITINGA – SP

    O REI CEGO EM SÃO LUIZ DO PARAITINGA – SP

    A
    quinta cidade a receber o Rei Cego na temporada em São Paulo foi São Luiz do
    Paraitinga. Realizamos duas apresentações na escola Waldemar Rodrigues, às 10h
    e às 15h para aproximadamente 500 alunos do município. Estar nesta cidade é um
    privilégio para quem trabalha com arte. Tudo aqui é cultura, as casas, as
    pessoas, as praças, os restaurantes, em cada canto, em cada esquina você se depara
    com algum artefato cultural.
    Contar
    o Rei Cego aqui, foi como voltar pra casa e estar entre os nossos, isso porque
    a cidade é repleta de lendas e contadores de história. Todo mundo aqui jura que
    já viu um Saci Pererê, ou pelo menos conhece alguém que viu. Inclusive um
    menino me contou que tem um “tio” lá na praça que tem a foto de um.
    A
    cidade foi arrasada por uma imensa enchente em 2010, e para isso também há uma
    lenda. Segundo os moradores mais antigos, há muito tempo morreu uma pessoa que
    era muito ruim, e se transformou em uma serpente.  Essa serpente tinha sua cabeça embaixo da
    igreja matriz e o rabo no cemitério, então cada pessoa ruim que morria
    aumentava o tamanho da cobra. Dizia-se que esta cobra um dia iria acordar
    trazendo uma grande enchente e que a igreja matriz cairia, como de fato
    aconteceu em 2010. Se a cobra é verdadeira eu não sei, mas tem gente que jura
    que viu pelo menos o rabo do bicho no meio da 
    água.

    Poderia
    descrever horas e horas, falar sobre as marchinhas de carnaval, sobre a festa
    do divino, sobre o afogado, mas não daria conta da riqueza cultural deste
    lugar. Obrigado a todos que nos receberam, em especial ao Leandro e da Darlin
    que não mediram esforços para nos ajudar.