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  • Críticas de Everton Santos

    Críticas de Everton Santos

    Amigos Teatreiros:

    Referindo-me à produção escrita que farei sobre cinco espetáculos do festival Em Cena de Montenegro, prefiro me debruçar sobre os trabalhos com um olhar de espectador, procurando discorrer impressões por uma via apreciativa, ou seja, abordando pontos de vista que visem a valorização da obra montada.
    A pretensão é de compartilhar diferentes concepções artísticas, refletir sobre escolhas e criar ecos sobre o nosso fazer teatral, solicitando descartarem toda e qualquer colocação que julgarem imprópria para o objetivo específico de sua obra.
    As apreciações estarão disponíveis no renascencaciateatro.blogspot.com onde neste consta imagem dos autores de origem.
    Assim, agradeço o aprendizado e a atenção de todos desejando sucesso ao Teatro!
    Abraço,
    Everton Santos – Diretor/Ator/Dramaturgo – Renascença Cia. de Teatro “25 anos fazendo muita cena…“

    O MOÇO QUE CASOU COM A MEGERA


    Adaptação do conto espanhol “Moço que casou com mulher braba”, de D. Juan Manuel, e da obra “A megera domada”, de Willian Schakespeare.
    Equipe: Não Temos Nome Ainda – Novo Hamburgo
    O trabalho, que demonstra empenho e dedicação da equipe, apresenta essencialmente dificuldades na dinâmica do espetáculo como um todo. Aponto como possibilidade de causa principal a lentidão no jogo de ação e reação, gerando-se lacunas entre uma situação de cena e outra. Os atores deixam de intensificar ritmo às cenas pelo tempo excessivo de resposta na contracenação. Perde-se a força das ações e isto torna a estrutura de representação quase linear, pois o espectador começa a se acostumar com um ritmo de perguntas e respostas onde a expectativa de surpresa fica a espera de um acaso.
    A forma como o texto se coloca também ressalto como um aspecto de revisão. Deparo-me com uma musicalidade linear, o que ocorre muitas vezes com este estilo de texto empregado, pois o ator tende a cair no vício de uma musicalidade poética distanciada do sentido falado, da ação vocal a ser empregada. O surgimento de gritos abruptos e de melodiosas rimas sem tônus é outra questão a ser pensada, pois dificulta a construção de nuances aos personagens. A melhor articulação das palavras, que em momentos não se entende o que é dito, pode colaborar na limpeza da projeção vocal e no sentido do próprio texto, valorizando assim os diálogos e sua própria dinâmica.
    Outro aspecto que abordo é o papel do Coro, que nos proporciona boas imagens dentro do espetáculo. Sua composição como elemento de cenografia é rico, porém ainda tímido em sua função. Vejo um aproveitamento pontual no momento em que auxilia na arrumação da noiva ou mesmo no “surto” de Petruchio, no entanto pode-se explorar mais a sua relação coringa de encenação, quem sabe até como um elemento satírico das situações.
    Alerto ainda para o cuidado das locomoções nas coxias. Por vezes era visível a movimentação dos atores de um lugar para outro, esbarrando em cortinas ou mesmo entre si em saídas e entradas de palco. Isto tira o foco da cena e desmerece o trabalho. É necessário estar atento mesmo fora do espaço cênico e, quando dispomos de um grande número de atores pelos bastidores, a concentração e cuidado devem ser redobrados.

    A farsa é um gênero que se caracteriza por sua comicidade exagerada, por gestos amplos, por personagens tipos bem marcados e principalmente pela forma de comunicação com o público. A peça hamburguesa não nega o gênero, no entanto percebo uma questão de apostar mais nas estruturas de construção cênica que uma farsa oferece, sugerindo provocar zonas de desconforto em um processo físico aos alunos atores, os quais possam experimentar outras formas de elaboração corporal para suas personagens, pesquisando diferentes maneiras de oralidade e ampliando a gestualidade dos movimentos característicos de suas criações. A comunicação com a plateia, trazendo-a para dialogar com a peça através do divertimento, é relação fundamental num enredo farsesco. O trabalho está encaminhado em seu conjunto e revela interessantes recursos de encenação, então sucesso, suor e diversão em seu fazer.

    A COTOVIA E A ROSA

    Adaptação do conto de Oscar Wilde “O rouxinol e a rosa”
    Equipe: Núcleo Teatral – Guaíba
    Trazendo uma concepção lírica, o espetáculo se pauta por um forte apelo estético, no meu ver, valorizando em demasia os elementos de composição da encenação como a iluminação e principalmente a trilha sonora, que nem sempre contribui com seu papel dentro da peça. Em princípio, a utilização destes recursos precede um olhar funcional, porém tenho a sensação de que estes efeitos técnicos ditam a condução do próprio trabalho. A trilha exerce uma marcação muito forte, direcionando todas as cenas, deslocamentos e gestuais das personagens, além de moldar a plasticidade de cada movimento sobrepondo-se à relação dramática do ator. As músicas aparecem, por vezes, sublinhando situações ou com extensa continuidade, esgotando o seu próprio sentido na cena. Remete-me mais a um universo coreografado do que a um universo com teatralidade.
    Não vejo o ator sendo agregado à proposta da encenação na mesma medida dos efeitos técnicos, os quais nem sempre são bem operados. Percebo o ator em segundo plano, sendo ele um instrumento complementar de suporte e não o próprio suporte da dramaticidade do espetáculo. Dificulta-se a composição de um personagem com aderência, que possibilite o espectador ser tocado por sua ação sensível e não apenas pelo que um recurso técnico possa parecer exercer na cena. As impostações textuais com efeitos e musicalidades vocais lineares também são aspectos de esvaziamento do sentido das palavras ditas, e que aparecem de forma acentuada nas figuras da roseira e do estudante. Já a Cotovia é permeada por sensibilidade, mas um pouco tímida, segurada pela marcação da trilha sonora. Ela quem proporciona um certo tom de lirismo que a montagem se propõe.
    O trabalho do ator precisa pulsar. Ele é a chave para a condução do espetáculo. É nele que ocorre a transformação de estados da alma, nos abarcando com seu silencioso e gritante sentido de agir. Ele é quem cadencia e sustenta, por sua experiência e tradição, a dramaticidade de uma cena. Resgatar a função teatral da atuação pode ser um passo…

    MADAMES

    Adaptação da obra de Jean Genet “As criadas”
    Equipe: Grupo de Teatro da Fundarte – Montenegro
    Permeada por um tom quase tragicômico, a peça proporciona, em sua totalidade, uma visibilidade de variações de estados dentro da atmosfera sádica do enredo. Surgem personagens com boa constituição e um cenário bem disposto com possibilidade de ser mais explorado. As músicas escolhidas para a trilha sonora, por vezes se relacionam bem com as cenas, por vezes não me dizem muito quanto a sua contribuição complementar de efeito. O som, em vários momentos é alto, prejudicando o entendimento das falas, além de aparecer algumas falhas na sua operação (atrasos e adiantamentos de entradas e manuseios abruptos). Questiono o emprego de fumaça como efeito auxiliador na construção de atmosfera, e me parece em demasia seu uso no início do trabalho.
    Quanto às personagens, ressalto uma certa falta de amadurecimento na configuração artística das criadas necessitando de maior aprofundamento, pois trabalhar com qualquer situação de loucura exige muito do ator para passar o seu discurso com veemência, explorando as contrariedades que são frutos de um papel neste sentido. Isto é perceptivo em determinadas falas que surgem num tom mais marcado do que compreendido pelo sentido de reação. A falta de apropriação no manuseio de determinados objetos, os quais, no universo destas irmãs, são manuseados constantemente em seus rituais de assassinato, se tornando elementos de extensão de seu próprio corpo, também é questão a resolver. No entanto o espetáculo toma corpo e dinâmica com a entrada de Madame, personagem bem caracterizada pela atriz. Ela aproxima a platéia da história, cativa a atenção do público, proporcionando melhor entendimento do papel de cada personagem pela sua própria constituição de sentido e entrega às cenas de forma prazerosa. Alavanca o ritmo das enunciações textuais, contribuindo também na movimentação espacial e na integração de alguns objetos de cena.

             Trabalhar os universos dementes propostos por Genet é alvo de grande desafio para qualquer montagem. Suas ricas elaborações dramatúrgicas nos colocam em constante estado de inquietação, pois a necessidade do artista se desnudar de suas próprias questões morais e culturais é fato significante para a construção de seus personagens. E dentro da escolha do Grupo da Fundarte em encenar o sadismo explorado por Jean, não é diferente tais dificuldades. Pesquisar, aprofundar e procurar equilibrar as energias de atuação fará a amplitude do espetáculo.

     



    TODOS POR UMA COISA SÓ

    Baseado na obra de Guto Greco “Guerriros da bagunça”
    Equipe: Tribu di Arteiros – Morro Reuter
     Um belo espetáculo infantil que agrada crianças e adultos. O mundo das brincadeiras de infância, das galhofas sem maldade, do faz de conta “às ganhas” trazem a esta montagem a simultaneidade e contrariedade do riso e da comoção pela situação despojada e escancarada da fome, apresentada de maneira leve e divertida.
     É uma grata surpresa poder discorrer sobre tantos pontos positivos neste trabalho: uma representação com forma e ritmo, um figurino apropriado, uma estrutura cenográfica funcional e bem elaborada, uma boa maquiagem, uma trilha sonora bem construída e operada, um texto dominado.
     A peça proporciona o gosto de ver teatro por sua dinâmica e, bem provável, pelo prazer dos atores em encená-la, pois é notável o prazer dos artistas em realizar o seu trabalho. No entanto, observo que os personagens Pezinho e Pança ainda necessitam explorar mais o seu vigor cênico para equilibrar com os demais personagens que demonstram uma energia diferenciada de encenação. Jogar e contracenar de maneira mais audaciosa talvez possa resultar a estes dois personagens maior determinação em suas funções e em suas estruturas de conflito.
    O espetáculo está “redondo”, mas sempre pode melhorar. Sucesso!

    A INTRUSA


    Adaptação da obra de Maurice Maeterlinck “A Intrusa”
    Equipe: Cia Retalhos do Teatro – Santa Maria

    O grupo santamariense encara uma obra simbolista para fazer o seu teatro. Um mundo aparentemente desconexo e sem discurso de ligação, dentro de um contexto de loucura e degradação, é de onde parte esta montagem.
    A encenação apresenta dificuldades na estruturação densa da situação de espera, que é o mote para a percepção do que está para ser revelado. O começo do espetáculo é grandioso provocando o pulsar do espectador através do silêncio e da ação contida da criada até o momento em que chega a família trazendo a avó cega. A partir desta cena surgem os textos e junto com eles, formas impostadas de enunciação e cantilenas lineares, criando uma ruptura do denso e se instaurando uma espécie de lentidão vazia. O excessivo vigor textual empregado por vezes, buscando gerar uma espécie de tensão nas cenas, distancia o espectador dos sentidos do que está por trás do que é falado, pois a faceta do subentendido não fica claro e não se sustenta apenas pelo que é dito pelo texto, mas como é dito o texto.
     O como também é fator implicante na ocorrência de ações e deslocamentos vagarosos, sem tônus, que ficam na superfície dos gestos fazendo com que a loucura não se sustente e não se mostre determinante das aparências e da própria incapacidade de percepção das personagens. Este jogo é importante para a instauração da encenação simbolista e enriquece o olhar e a atenção do espectador.

    Mas me chama atenção a figura da Avó, personagem que me remete ao universo de contrapontos e de dualidades por sua construção. Aguça-me e me mantém focado por sua densidade palpável e por me provocar uma contínua sensação de expectativa. Centra em si o fio condutor do espírito da obra. Observo ainda, a constituição cênica da Criada em seus momentos de silêncio, pois quando o texto lhe vem, não se mostra com a mesma compreensão dramática, aparece deslocado, não corporificado e integrado ainda dentro de sua composição. 

    Penso que o espetáculo, que se mostra preocupado em construir uma boa articulação, e que nos traz uma bela trilha sonora e boa iluminação, pode se debruçar na pesquisa do gênero, intensificando o experimento do silêncio e de pausas que falem mais pelas situações. As revelações dependem desta subjetividade. É o que sinto.

  • Premiação do 2º Montenegro em Cena

    Premiação do 2º Montenegro em Cena

          E o Montenegro em Cena escreve mais um capítulo na história das artes cênicas no estado. Foi uma semana incrível, de muito carinho e troca.
          Muito obrigado a todos que ajudaram a fazer esse grande momento. Segue a premiação oficial, todavia a maior premiação acontece dentro de cada um. Mais uma vez, obrigado a todos!

    MELHOR TRILHA SONORA
    Indicados:
    • Daniel Soares Duarte – Sonhos (Im) Possíveis

    • Cia Fasta – No ar
     


    • Helquer Paez – A intrusa

    Vencedor: Daniel Soares Duarte – Sonhos (Im) Possíveis                                           
                                     

    MELHOR TEXTO INÉDITO
    Indicados:
    • Patricia Silveira e Natasha Centenaro – Sonhos (Im) Possíveis


    • Cia Fasta – No ar

    Vencedor: Patricia Silveira e Natasha Centenaro – Sonhos (Im) Possíveis


    MELHOR ILUMINAÇÃO
    Indicados:
    • Cida Machado – A cotovia e a rosa


    • Fabiana Santos – Sonhos (Im) Possíveis

    • Juliet Castaldello – A intrusa

    Vencedor: Juliet Castaldello – A intrusa                                     

    MELHOR CENOGRAFIA
    Indicados:
    • Grupo Teatral só deus Sabe – Grease :Bem vindos ao mundo de Rydell
     

    • Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só

    • Teatro dos Sonhos – Sonhos (Im) Possíveis

    • Helquer Paez e Márcio Carvalho – A intrusa

    Vencedor: Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só


    MELHOR MAQUIAGEM
    Indicados:
    • Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só


    • Cia Retalhos de Teatro – A intrusa

    • Jéssica Christman e Alessandra Souza – No ar

    Vencedor: Cia Retalhos de Teatro – A intrusa




    MELHOR FIGURINO
    Indicados:
    • Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell

    • Tribu di arteiros – Todos por uma coisa só

    • Teatro dos Sonhos – Sonhos (Im) Possíveis

    • Neusa Matos – No ar

    • Helquer Paez – A intrusa
    Vencedor: Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
    Indicados:
    • Joana Dalpiaz – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    • Thássia Lemos – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell

    • Rafaela Costa – A Intrusa

    Vencedor: Joana Dalpiaz – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell



    MELHOR ATOR COADJUVANTE
    Indicados:
    • Luis Manoel Oliveira – No ar

    • Rafael Jacinto – A intrusa

    • Elison Pioner – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell

    Vencedor: Luis Manoel Oliveira – No ar


    MELHOR ATRIZ
    Indicados:
    • Franciele Aguiar – Sonhos (Im) Possíveis


    • Rosmeri Lorenzon – Todos por uma coisa só

    • Aline Ribeiro – A intrusa

    Vencedor: Franciele Aguiar – Sonhos (Im) Possíveis


    MELHOR ATOR
    Indicados:
    • John Becker – Todos por uma coisa só


    • Anderson Moreira – Sonhos (Im) Possíveis

    Vencedor: John Becker – Todos por uma coisa só



    MELHOR DIREÇÃO
    Indicados:

    Helquer Paez – A intrusa


    • Patricia Silveia – Sonhos (Im) Possíveis


    • Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    • Rosmeri Lorenzon – Todos por uma coisa só

    Vencedor: Rodrigo Azevedo – Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell



    Melhor espetáculo Juri Popular



    Espetáculo:

    3ª Espetáculo
    A intrusa


    2ª Espetáculo
    Todos por uma coisa só


    1ª Espetáculo
    Grease: Bem vindos ao mundo de Rydell


    &


    Sonhos (Im) Possíveis

  • Confira a lista das peças da 2ª Edição do Montenegro em Cena

    Confira a lista das peças da 2ª Edição do Montenegro em Cena

    Espetáculo: No ar

    Grupo: Cia Fasta
    Cidade: Porto Alegre
    Duração: 40 min
    Classificação: Livre
    A magia por trás do som. É a partir dessa ideia que o grupo traz ao palco todos os encantos da Era de Ouro do Rádio Gaúcho. Com o advento da televisão, a perda de patrocinadores e o mau desempenho na audiência, três personagens apostam todas as suas fichas em uma única cartada que pode ou não salvar aquilo que deu sentido durante muitos anos às suas vidas: a Rádio Esperança.
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    Espetáculo: O moço que casou com a megera
    Grupo: Não temos nome ainda
    Cidade: Novo Hamburgo
    Duração: 50 min
    Classificação: Livre
    Inspirado no conto Moço que Casou com Mulher Braba de D. Juan Manuel e A Megera Domada de William Shakespeare este espetáculo traz a história de um moço que conhece uma rica herdeira, e decide casar-se com a moça. Até aí nada de anormal, se não fosse o caso desta moça não ter pretendentes, por ser uma fera. Esta moça é conhecida em toda a cidade por sua fúria e agressividade.
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    Espetáculo: Sonhos (Im) Possíveis
    Grupo: Teatro dos Sonhos
    Cidade: Porto Alegre
    Duração: 1h

    Classificação: 14 anos

    Três pessoas andam perdidas procurando um lugar para viver. Caminham até encontrarem uma casa abandonada. Quando encontram, invadem-na e passam a viver nela. Aos poucos começam a descobrir que a casa guarda sonhos que pertencem à sua história, sonhos que a habitam. Esses sonhos começam a ser vividos pelos novos moradores. Mais tarde, estes começam a perceber que além dos sonhos, a casa guarda um segredo. Ela está indo cada vez mais na direção de um abismo. Desesperados, descobrem que é preciso abandonar a casa. Têm que escolher se querem continuar e cair junto com ela ou se a abandonam e partem novamente em busca de um outro lugar para viver.
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    Espetáculo: A Cotovia e a Rosa

    Grupo: Núcleo Teatral
    Cidade: Guaíba
    Duração: 1h

    Classificação: 12 anos

    O espetáculo mostra o desespero de um jovem estudante em busca de uma rosa vermelha, única forma de conquistar sua amada. Uma cotovia sensibilizada com a situação, parte em busca de tal objeto de desejo, oferecendo em troca sua mais doce canção. Para atender seu pedido, uma roseira, maltratada pelo clima frio do inverno, lhe propõe um terrível sacrifício.      Amor e ironia estão presentes nesta adaptação da obra de Oscar Wilde, retratada de forma simbólica e com um cuidado estético que rendeu vários prêmios a este espetáculo.
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    Espetáculo: Madames
    Grupo de Teatro da Fundarte
    Cidade: Montenegro
    Duração: 1h

    Classificação: 14 anos

    Baseada no texto As Criadas, de Jean Genet, a peça “Madames” explora a relação sádica e de adoração de duas criadas por sua patroa, bem como a relação contraditória que ambas mantêm entre si. Ambientada nos dias atuais, o trabalho procura lançar o olhar sobre os conflitos de classe e hierarquias, através de uma experimentação de linguagens que tangenciam o bufonesco, o exagero e, de certa forma, o cômico. O cenário foi elaborado de forma a atender as necessidades da cena, privilegiando a ação e localizando o espectador no espaço em que o conflito se desenvolve. Assim como este, os figurinos, adereços e trilha sonora foram pesquisados e escolhidos pelas atrizes e direção do grupo tornando, assim, o processo criativo de inteira responsabilidade do mesmo.
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    Espetáculo: GREASE: Sejam Bem Vindos ao mundo de Rydel
    Grupo: Só Deus Sabe
    Cidade: Maquiné
    Duração: 50 min

    Classificação: 12 anos

    O Grupo teatral Só Deus Sabe mergulha no mundo mágico dos anos 60. Ao retratar arquétipos desta época, jogamos a partir de temas juvenis como o amor desacerbado, a intensidade, as amizades, entre outros. Conta a história de amor entre Sandy e Danny, se descobrindo na efervescência de suas jovialidades. Nasce então GREASE: Sejam Bem Vindos ao mundo de Rydel.
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    Espetáculo: Todos por uma coisa só
    Grupo: Tribu Di Arteiros
    Cidade: Morro Reuter
    Duração: 55 min
    Classificação: Livre

    É uma peça infantil porém para todas as idades, que tem como tema central a fome. Num lugar que mais parece uma selva de lixo dois bandos de mendigos separados por uma cerca disputam cada migalha para sobreviver. Em meio a esta guerra pelo alimento, dois jovens de lados opostos se apaixonam. É este amor que vai transformar disputa em união. O espetáculo propõe-se a discutir de maneira divertida, através de uma história leve, que mistura brincadeiras infantis e fantasia, temas como a pobreza, a reciclagem, os direitas humanos e o amor. É ele p responsável pela mudança na vida de toda a população deste país.

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    Espetáculo: A Intrusa
    Grupo: Cia Retalhos do Teatro
    Cidade: Santa Maria
    Duração: 45 min

    Classificação: 14 anos

    A avó cega e entrevada aguarda junto com a sua família a melhora da sua filha que está muito doente, pois deu a luz a uma criança que nunca chorou e parece de cera. O pai, o tia, o menino, a moça e a criada, esperam juntos com a idosa a chegada da Irmã de Caridade (freira) e o médico. Num clima denso e sufocante na casa, chega a visita inesperada da “Intrusa”.
  • Obrigado 7º Litoral Encena

    Obrigado 7º Litoral Encena

    Queremos agradecer
    pela oportunidade de estar participando deste festival, com tantos grupos que
    são referências no país, e estar em tantas cidades com uma cultura viva que faz
    parte do cotidiano das pessoas. O Litoral encena possibilita que muitas pessoas
    tenham acesso com a arte do teatro, o que gera uma troca cultural riquíssima
    para ambos. Além disso, temos aqui um panorama da produção nacional de teatro.


    Mais uma vez o
    nosso sincero agradecimento!



    Teatro do Clã

     
  • O REI CEGO EM LAGOINHA – SP

    O REI CEGO EM LAGOINHA – SP

    A
    cidade de Lagoinha foi a última a receber o Rei Cego nesta temporada da peça em
    São Paulo. Apresentamos na tarde do dia 25/10 para aproximadamente 250 pessoas
    que estavam presentes no Auditório da cidade. Tivemos hoje as duas figuras
    ilustres do teatro de rua: bêbado e cachorro. É sempre delicado este momento,
    pois nunca sabemos como eles vão reagir, e o melhor é reverenciar e tirar
    proveito da situação. Como é importante ter a noção de que estamos ocupando um
    espaço que não é nosso, que já esta impregnado de outras energias. Ou seja,
    além de respeitar é preciso reverenciar estas figuras como integrantes da
    encenação neste momento e neste espaço.
    Afora
    o nosso público ilustre, estiveram presentes muitas crianças que não tem o
    hábito de assistir teatro e isso tornou este momento ainda mais especial, pois
    estamos também formando uma plateia. Isso é algo gratificante dentro do nosso
    ofício.

    Como
    nas outras cidades que visitamos, Lagoinha também é repleta de lendas, causos e
    de cultura popular. Destacam-se aqui, a dança do sabão e a dança do caranguejo,
    atividades culturais, típicas da região. É muito bom ver que estas cidades
    mantém viva a sua tradição e mais do que isso, que esta tradição faz parte do
    cotidiano das pessoas. Nosso agradecimento a estas pessoas hospitaleiras de
    Lagoinha que nos receberam com tanto carinho. Obrigado.


  • O REI CEGO EM SÃO LUIZ DO PARAITINGA – SP

    O REI CEGO EM SÃO LUIZ DO PARAITINGA – SP

    A
    quinta cidade a receber o Rei Cego na temporada em São Paulo foi São Luiz do
    Paraitinga. Realizamos duas apresentações na escola Waldemar Rodrigues, às 10h
    e às 15h para aproximadamente 500 alunos do município. Estar nesta cidade é um
    privilégio para quem trabalha com arte. Tudo aqui é cultura, as casas, as
    pessoas, as praças, os restaurantes, em cada canto, em cada esquina você se depara
    com algum artefato cultural.
    Contar
    o Rei Cego aqui, foi como voltar pra casa e estar entre os nossos, isso porque
    a cidade é repleta de lendas e contadores de história. Todo mundo aqui jura que
    já viu um Saci Pererê, ou pelo menos conhece alguém que viu. Inclusive um
    menino me contou que tem um “tio” lá na praça que tem a foto de um.
    A
    cidade foi arrasada por uma imensa enchente em 2010, e para isso também há uma
    lenda. Segundo os moradores mais antigos, há muito tempo morreu uma pessoa que
    era muito ruim, e se transformou em uma serpente.  Essa serpente tinha sua cabeça embaixo da
    igreja matriz e o rabo no cemitério, então cada pessoa ruim que morria
    aumentava o tamanho da cobra. Dizia-se que esta cobra um dia iria acordar
    trazendo uma grande enchente e que a igreja matriz cairia, como de fato
    aconteceu em 2010. Se a cobra é verdadeira eu não sei, mas tem gente que jura
    que viu pelo menos o rabo do bicho no meio da 
    água.

    Poderia
    descrever horas e horas, falar sobre as marchinhas de carnaval, sobre a festa
    do divino, sobre o afogado, mas não daria conta da riqueza cultural deste
    lugar. Obrigado a todos que nos receberam, em especial ao Leandro e da Darlin
    que não mediram esforços para nos ajudar. 


  • O REI CEGO EM CARAGUATATUBA – SP

    O REI CEGO EM CARAGUATATUBA – SP

    Chegamos
    à cidade sede do Litoral em Cena, Caraguatatuba, e como em todas as outras,
    fomos imensamente bem recebidos. Apresentamos na Praça Dr. Candido Motta para
    um público de aproximadamente 250 pessoas. Aqui se consegue perceber melhor a
    força deste festival que contempla uma parcela muito grande da diversidade
    cultural das produções teatrais brasileiras. Percebe-se também o esforço e o trabalho
    da FUNDACC, para realizar este encontro. Fico me perguntando justamente sobre a
    força do encontro com outras culturas, com outros grupos e principalmente sobre
    a força do encontro com outras pessoas. Encontramos tanta gente que nos ajudou
    nas mais diversas situações, que dedicaram um tempo de suas vidas para
    colaborar com as nossas, e isso reafirma em nós a força do teatro como uma
    arte do encontro.
    Conseguimos
    assistir dois trabalhos. O primeiro deles dos colegas do Circo Strada do Rio de
    Janeiro, que fazem uma mistura de números circenses envoltos em uma dramaturgia
    muito bacana.  O segundo encontro foi com
    os Clowns de Shakespeare, grupo de Natal, que dispensa apresentações.
    Assistimos Sua Incelença Ricardo III,
    com direção de Gabriel Vilella. A encenação do texto de Shakespeare é repleta
    de símbolos, de visualidade e musicalidade, que formam uma mistura muito peculiar
    a este grupo.

     

    Agradecemos
    a FUNDACC e a todos que organizaram este festival pelo carinho e pela
    oportunidade. E destes encontros partimos para os próximos em São Luiz do
    Paraitinga.
     

     

     

     

  • O REI CEGO EM ILHABELA – SP

    O REI CEGO EM ILHABELA – SP

    A
    terceira cidade a receber o Rei Cego em São Paulo foi Ilhabela. Um lugar
    paradisíaco, com praias lindas e literalmente um cartão postal em cada esquina.
    Apesar de não termos tido praticamente nenhum tempo para explorar a ilha já deu
    pra sentir o quão especial é este lugar. Apresentamos na Escola Municipal Paulo
    Renato Costa Souza às 10h e às 15h para um público de aproximadamente 500
    crianças nas duas apresentações
             Assim como em Jambeiro, aqui se evidencia o conceito e a
    estrutura física da escola que nos recebeu. Uma escola com salas de aula que
    parecem quiosques espalhadas por uma grande área ao lado da mata nativa.
    Nenhuma grade, nenhuma pichação, nenhum lixo no chão, nenhuma tela cortada.
    Esse é o cotidiano desta escola que tem um discurso lindo – desenvolver uma
    educação pautada em valores de confiabilidade e respeito ao aluno – e uma
    prática a altura do que se propõem (o que é cada dia mais raro). Alunos chegam e
    são recebidos pelo diretor e realizam a abertura da tarde, e isso acontece
    todos os dias. Nada de correria, todos juntos agradecem o alimento e desejam
    uma boa tarde de aprendizagem. É quase inacreditável para os padrões atuais.

    Nos
    sentimos honrados ao saber que somos o primeiro grupo de teatro que apresentou
    nesta escola. Agradecemos o carinho de toda a equipe e principalmente destes
    alunos que vão deixar saudade e belas lembranças. 


  • O REI CEGO EM JAMBEIRO – SP

    O REI CEGO EM JAMBEIRO – SP

    O
    segundo dia da temporada do Rei Cego em São Paulo foi também a uma cidade com
    ares de Jorge Amado. Acordamos cedo e fomos até Jambeiro, cidade com 5 mil
    habitantes, com uma arquitetura tipicamente portuguesa. As duas apresentações
    do Rei Cego ocorreram às 10h e às 15h na escola Sônia Maria Alencar. Destaque
    para a estrutura física e humana desta escola que funciona em turno integral. Esta
    instituição moderna e funcional nos faz acreditar que um caminho para uma educação
    eficiente é possível. De manhã apresentamos para aproximadamente 100 crianças
    que acompanharam atentos e imersos a história do Rei Cego. E pelo visto
    gostaram, pois muitos voltaram à tarde, e inclusive nos ajudaram a contar a
    história para mais 150 adolescentes de outras escolas que vieram nos
    prestigiar. Ainda recebemos o olhar generoso de alguns idosos do asilo da
    cidade que acompanharam a apresentação.

             Fica o carinho por estas pessoas que nos receberam de
    coração aberto e com a mesa farta. Dizem na cidade que quem toma água na bica
    do tropeiro não vai mais embora, acabamos não arriscando, mas já sentimos um
    estranho desejo de voltar.

  • Jurados do Montenegro em Cena

    Jurados do Montenegro em Cena

    Para todos que estavam curiosos segue os jurados do 2º Montenegro em Cena – Festival de Teatro de Montenegro. Este ano temos um júri bastante diversificado com representantes das três universidades de teatro do estado: UERGS, UFRGS, e UFSM. Buscamos trabalhar com parceiros que acima de tudo tenham generosidade para auxiliar os grupos a qualificar seu trabalho artístico.

    Dionatan Rosa

    Graduado no curso de Bacharelado em Artes Cênicas – Habilitação em Direção Teatral pela UFSM de Santa Maria. Atuou em diversos espetáculos como: “A Esbofeteada”; “A Intrusa” “Anjo Negro” e  “Dois de Paus” – ambos com direção de Paulo Guerra. Dirigiu montagens como: “Na carne” – adaptação da obra “Navalha na Carne” de Plínio Marcos; “Álbum de família” e “Dorotéia” – dos homônimos de Nelson Rodrigues; “Torta de Baunilha” – do homônimo de Gabriel Albera; Recentemente dirigiu a montagem O Jardin Secreto. Dionatan é integrante do Teatro do Clã e atua na peça o Rei Cego. Além disto, atua como produtor, iluminador e oficineiro de teatro pelo estado.


    Francisco dos Santos Gick

    Ator formado pelo Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA) no ano de 2009, é parte da Vai! Cia de Teatro, tendo atuado nas realizações da companhia: “Parasitas”, de Marius von Mayenburg, direção de João Pedro Madureira, e em “A Ilha da Desordem: exercício cênico baseado no poema ‘Sangue na sapatilha ou: o enigma da verdade’ de Heiner Müller”, direção de João Pedro Madureira, uma processo de colaboração da Vai! com o Grupo JOGO de Experimentação Cênica. Atualmente experimenta na Vai! a condição de performer a partir do projeto Sincronário – Dia Fora do Tempo. Sob a direção de Zé Adão Barbosa atuou em “O Despertar da Primavera” de Frank Wedekind, espetáculo no qual foi também assistente de direção. Atuou na CASA DE TEATRO DE PORTO ALEGRE como professor do curso “Olhares sobre Teatro” e como assistente de direção nas montagens dos cursos: “Oficina de Montagem”, ministrado por Zé Adão Barbosa e “Formação de Atores”, ministrado por Alexandre Cardoso, Carlota Albuquerque, Graça Nunes, Jezebel de Carli e Zé Adão Barbosa. Atualmente cursa o quarto semestre do Curso de Graduação em Teatro – Licenciatura da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Em cinema, participou como ator de diversos curtas metragens e do longa Beira-Mar, produzido pela Avante Filmes (em processo de finalização), além da Série de Televisão Ocidentes-Aurora em episódio dirigido por João Gabriel de Queiroz.

    Jessé Oliveira

    Fundador e diretor do Grupo Caixa-Preta é mestrando em Teatro e formado em Direção Teatral pelo Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS, onde cursou Especialização em Teoria do Teatro Contemporâneo. Tem apresentado seus trabalhos em todo Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Venezuela e Cuba. Recebeu em 2007 o Prêmio Florêncio de Melhor Espetáculo, pela Associação de Críticos do Uruguai por Hamlet Sincrético. É professor e coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Produção Cênica, na Faculdade Monteiro Lobato – FATO e foi docente na Pós-Graduação da Universidade de Caxias do Sul- UCS, Corpo e Cultura: Ensino e criação.
    Autor do livro Memória do Teatro de Rua em Porto Alegre 2010 é um reconhecido pesquisador do teatro de rua no Brasil e América Latina e está concluindo o livro O Teatro de Rua no Paralelo 30 Sul – Um Olhar Sobre as Poéticas Teatrais a Céu Aberto a ser editado no segundo semestre de 2013. Foi vice-presidente do SATED-RS (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão – 2009/2011) e integrou sua diretoria desde o ano de 2000, foi membro do CEC- Conselho Estadual da Cultura – 2008/2009, atualmente integra o Conselho Gestor do Centro Cultural Companhia de Arte.
    À frente do Grupo Caixa-Preta desde sua criação dirigiu Transegun (2003), Hamlet Sincrético (2005), Madrugada, me Proteja (2006), Antígona BR (2008) e O Osso de Mor Lam (2009) e Dois Nós na Noite (2010). É o idealizador e curador do Encontro de Arte de Matriz Africana e editor geral da Revista MATRIZ. Tem, em seu currículo, a direção de mais de 40 espetáculos de teatro, dança e música, tendo produzido a maioria, além de inúmeras criações como iluminador. Entre seus trabalhos de direção destacam-se: Sobre Anjos e Grilos, com Deborah Finocchiaro, Hamlet Sincrético e Antígona BR, com o Grupo Caixa-Preta.
  • SANTA BRANCA ABRE A TEMPORADA DO REI CEGO EM SÃO PAULO

    SANTA BRANCA ABRE A TEMPORADA DO REI CEGO EM SÃO PAULO

                Hoje
    realizamos duas apresentações do Rei Cego na cidade de Santa Branca em São
    Paulo, dentro da programação do 7º Litoral Encena – Mostra Nacional de Teatro
    de Rua, Teatro de Bonecos, Circo e Dança de Caraguatatuba. O Cenário pitoresco,
    a receptividade, o sol escaldante à tarde, a iluminação da praça à noite, os
    olhares atentos, curiosos e desacostumados trouxeram uma paisagem alegórica
    para nosso trabalho.
                Mais de 400 pessoas acompanharam as
    apresentações que ocorreram na Praça Ajudante Braga, às 11h e às 21h, horários em
    que a população da cidade saía das tradicionais missas, que ocorrem sempre aos
    domingos. 
              Santa Branca, cidade com pouco menos
    de 15 mil habitantes, foi um dos últimos redutos escravocratas do Brasil
    ligados ao círculo da produção de café. A casa de cultura da cidade tem uma
    senzala que vale a pena conhecer. Nos sentimos dentro de uma obra do Jorge
    Amado ou Dias Gomes. Obrigado a todos que nos acolheram neste encontro!





  • O REI CEGO NA ESCOLA DIVINO MESTRE

    O REI CEGO NA ESCOLA DIVINO MESTRE

    O
    Teatro do Clã participou de um evento inédito em sua trajetória: uma noite do
    pijama. Aproximadamente 400 pais e alunos da escola Divino Mestre no bairro
    Scharlau, em São Leopoldo, assistiram a peça o Rei Cego durante este evento que
    já é tradicional na escola. Segundo o diretor Adolfo Dreyer “a peça prendeu a
    atenção tanto dos alunos quanto dos pais. Nós olhávamos para os pais e a reação
    de surpresa era muito grande, eles estavam muito atentos. A escola está muito
    feliz de ter contato com o grupo na 10ª noite do pijama”, finalizou.
    Espaço
    do grupo:
    Nos sentimos muito felizes de poder realizar este tipo de parceria.
    Primeiramente por encontrar uma instituição que se preocupa em proporcionar
    outras atividades para os alunos, que complementam a formação iniciada em sala
    de aula. Além disso, estes momentos geram uma experiência de socialização
    diferenciada, que associada a um trabalho artístico, criam um momento
    inesquecível para os pequenos. Agradecemos pela oportunidade e o carinho.

  • Post sem título 836
    Uma das preocupações do Montenegro em Cena são as atividades formativas. Elas garantem um espaço de troca e de criação. Nesta edição teremos a oficina teatro e performance: corrosões e relações de criação ministrada por Francisco dos Santos Gick.

    O Encontro ocorre no sábado, dia 02 de novembro, das 9h às 13h e das 14h às 18h. São apenas 25 vagas para os participantes do festival. Quem tiver interesse em participar, favor entrar em contato com os organizadores pelo e-mail contato@marcaproducoes.com.br. Se tivermos um número muito grande de interessados teremos que selecionar os participantes. Os participantes devem vir com roupas confortáveis e neutras (pretas ou em tons terrosos) e tênis discreto e confortável. A oficina é gratuita!

  • Grupos selecionados e suplentes para o 2º Montenegro em Cena

    A comissão de seleção acabou de finalizar uma árdua tarefa que foi a escolha dos grupos que integrarão a programação do 2º Montenegro em Cena – Festival de Teatro de Montenegro. Inicialmente queríamos agradecer muito pela confiança nesse projeto, por terem se inscrito e acreditado nessa proposta junto conosco. Gostaríamos de frisar que a não seleção de algum espetáculo não tem um caráter de descrédito em relação à produção artística dos grupos e sim a falta de recursos suficientes para contemplar todos os inscritos.
    Foram 18 grupos inscritos neste festival e destes, 8 selecionados para a Mostra competitiva. Conseguimos ainda contemplar a participação de 2 grupos convidados para compor a Programação do 2º Montenegro em Cena. Em breve entraremos em contato com os grupos para definir a programação.
    Segue a relação dos grupos selecionados:


    Espetáculo: No Ar
    Grupo Cia.Fasta
    (Porto Alegre)      
    Espetáculo: Sonhos [Im] possíveis
    Teatro dos Sonhos
    (Porto Alegre)      
    Espetáculo: GREASE :
    Sejam Bem Vindos ao Mundo de Rydell!
    Só Deus Sabe
    (Maquiné)
    Espetáculo: A Cotovia e a Rosa
    Núcleo Teatral
    (Guaíba)    

    Espetáculo: Todos por uma coisa só
    Tribu di Arteiros
    (Morro Reuter)     
    Espetáculo: O moço que casou com a megera
    Não temos nome ainda
    (Novo Hamburgo)
    Espetáculo: A intrusa
    Cia Retalhos de Teatro
    (Santa Maria)
    Espetáculo: Madames
    Grupo de Teatro da Fundarte
    (Montenegro)


    Segue a relação dos grupos suplentes:

    1.   Grupo Entre Cinco
    Porta Fechada
    (Esteio)
    2.   Cia Teatral Invento
    Seja feita vossa vontade
    (Osório)
    3.   Grupo Teatral In Love
    O Fusquinha Cor de Rosa
     (Três Coroas)
    4.   Grupo Pintando o sete
    Quando crescer quero ser criança

    (Novo Hamburgo)

  • Vida Fora da Gangue mais uma atração confirmada

    Vida Fora da Gangue mais uma atração confirmada

    Enquanto não sai a seleção dos espetáculos concorrentes, seguimos divulgando as atrações convidadas para o Montenegro em Cena. O GFAC – Grupo Farroupilha de Artes Cênicas irá fazer o encerramento do Festival. A peça, com texto criado a partir da obra de Pedro Stiehl e direção de Cássio Azeredo, encerra o festival no domingo, dia 03 de novembro, às 19h30min, no Teatro Roberto Atayde Cardona.

    Quatro amigos fundam um jornal na escola e a partir dele enfrentam os inúmeros problemas da adolescência, tantos os próprios, quanto os causados pela gangue do Druído, uma turma nada fácil de enfrentar. Tudo fica mais difícil ainda quando a Carlinha resolve passar para o lado do Druído, além de se envolver com drogas. O universo adolescente, o medo da solidão, as drogas, as gangues, os sonhos e a identidade desta faixa etária são revisitados em Vida Fora da Gangue.

  • O Músico e o Mágico no Montenegro em Cena

    O Músico e o Mágico no Montenegro em Cena

    Iniciamos as postagens da edição 2013 do Montenegro em Cena divulgando nosso espetáculo de abertura. Através de uma parceria com o SESC Montenegro, foi possível trazer Érick Chartiot e Carlos Badia para O Músico e o Mágico.
    Dois artistas preocupados em ganhar seu sustento apresentando para os passantes encontram-se na mesma rua. Ambos, preocupados em atrair as contribuições espontâneas das pessoas, não querem ceder espaço ao outro. Desta situação nasce um conflito que dá inicio à história que leva o público a se surpreender, a rir e se divertir. Mas como nem tudo é o que parece ser, deste encontro também nascerão situações poéticas e emocionantes, capazes de levar o público a uma reflexão sobre o verdadeiro sentido da arte.

    A peça será apresentada na quarta-feira à noite, dia 30/10 às 20h no Teatro Roberto Atayde Cardona. Desde já agradecemos a presença do grupo! Sejam bem vindos!
  • TEMPORADA EM SÃO PAULO

    TEMPORADA EM SÃO PAULO

    No
    próximo sábado dia 19/10, o Teatro do Clã embarca pra São Paulo para sua
    primeira temporada nacional. A peça o Rei Cego, foi selecionada para integrar a
    programação do 7º Litoral Encena, festival promovido pela Fundação Educacional
    e Cultural de Caraguatatuba. A peça realiza dez apresentações em seis cidades
    da região litorânea de São Paulo. O 7º Litoral Encena reúne 30 espetáculos do
    Brasil, entre eles nomes como o Grupo Galpão de Minas Gerais, Clowns de
    Shakespeare de Natal além de um grupo da Argentina. É uma grande alegria para o
    Clã estar fazendo parte disso. Bora pra São Paulo!


  • O REI CEGO EM MARIANTE

    O REI CEGO EM MARIANTE

    Felizmente
    o Teatro do Clã não para. Com as diversas atividades do grupo algumas vezes não
    conseguimos dar conta de agradecer e divulgar todas as nossas ações no tempo em
    que gostaríamos. Todavia, deixamos aqui registrado o nosso agradecimento ao
    SESC Venâncio Aires, pela oportunidade de apresentar em Mariante no final de
    agosto. Um dia chuvoso, e com a triste expectativa de enchente na vila e mesmo
    assim a comunidade compareceu para prestigiar o Rei Cego.

    Espaço do grupo Antes tarde do que
    mais tarde ainda. Este espaço dá conta de um registro de toda a história do
    Teatro do Clã e não podíamos deixar de agradecer o carinho desta comunidade. Até
    a próxima.


  • Em breve daremos início às postagens para você ficar sabendo de tudo que acontecerá na 2ª edição do Montenegro em Cena. Aguardem!

  • O REI CEGO EM SANTA CLARA DO SUL

    O REI CEGO EM SANTA CLARA DO SUL

          Mais de 550 pessoas acompanharam as duas apresentações do Rei Cego na 12ª Feira do Livro de Santa Clara do Sul e 5ª Mostra Pedagógica da cidade. O grupo apresentou no dia 12 de julho e dividiu a programação do dia com outras atrações como o escritor Pedro Stiehl e a peça Vida Fora da Gangue, do GFAC – Grupo Farroupilha de Artes Cênicas também da Marca Produções Culturais.
    Espaço do grupo: A Feira do Livro de Santa Clara estava recheada de belas atrações. Além dos artistas locais, também compunham a programação da feira que teve Caio Ritter como patrono, diversos grupos de teatro de outras cidades. Esse foi um dos destaques da feira que promoveu a integração dos artistas locais com os grupos que vinham de fora. Destaco o envolvimento da administração municipal, pois foi visível todo o esforço para realizar com muita qualidade este evento. Agradeço também a Lisiane e a toda equipe do SESC Venâncio Aires que nos proporcionaram  mais esta experiência.