{"id":829,"date":"2013-11-06T01:33:00","date_gmt":"2013-11-06T01:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/?p=829"},"modified":"2014-07-28T05:12:48","modified_gmt":"2014-07-28T05:12:48","slug":"criticas-de-cassio-azeredo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/?p=829","title":{"rendered":"Cr\u00edticas de C\u00e1ssio Azeredo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; text-indent: 35.4pt;\">\u00c9 com muita generosidade que compartilho o meu olhar sobre tr\u00eas trabalhos que aconteceram no Montenegro em Cena. Inicialmente est\u00e1 fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria minha, mas me diverti bastante fazendo. Reitero que lan\u00e7o um ponto de vista sobre as cria\u00e7\u00f5es, a partir de uma aprecia\u00e7\u00e3o enquanto espectador, longe de querer criar uma f\u00f3rmula, ou impor qualquer verdade. O ponto de vista \u00e9 a vista de um ponto entre in\u00fameros. Espero que sejam \u00fateis!<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><b><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\"><br \/><\/span><\/b><b><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\">No ar<\/span><\/b><br \/><b><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\"><br \/><\/span><\/b><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; text-align: justify;\">Grupo: Cia Fasta<\/span><\/div>\n<div style=\"mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;\"><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\">A pe\u00e7a da Cia Fasta, nos aproxima (desculpem o trocadilho!) dos grandes locutores, divas, comerciais, e do universo das radionovelas. A trama enfoca o esfor\u00e7o de tr\u00eas locutores para salvar a R\u00e1dio Esperan\u00e7a que est\u00e1 indo a fal\u00eancia com o advento da televis\u00e3o. O trabalho \u00e9 criado de forma coletiva pelo grupo sem a figura de um diretor. E este \u00e9 o primeiro fator que destaco: se esta forma de trabalho \u00e9 um dos elementos que influencia diretamente na constru\u00e7\u00e3o do grupo e imp\u00f5e uma marca enquanto ferramenta de cria\u00e7\u00e3o, o olho de fora \u00e9 justamente o que falta para dar unidade \u00e0 pe\u00e7a e aos elementos da encena\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/no-ar.jpg\" style=\"clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"215\" src=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/no-ar-300x201.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><o:p><\/o:p><\/p>\n<div style=\"mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;\"><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A trilha sonora executada ao vivo por dois m\u00fasicos que se revezam entre o trumpete e o viol\u00e3o apontam um bom caminho. Eles criam arranjos interessantes, apesar de ainda t\u00edmidos. O desafio agora \u00e9 criar uma fun\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica pra eles, fazer com eles se integrem enquanto elemento funcional dentro da narrativa.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none;\"><a href=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/no-ar-2.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"162\" src=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/no-ar-2-300x151.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penso que a representa\u00e7\u00e3o dos atores tamb\u00e9m pode transcender um pouco o realismo da situa\u00e7\u00e3o para tornar a cena mais teatral. E isso passa por uma tonicidade no corpo dos atores que ainda \u00e9 t\u00edmida e n\u00e3o sustenta a a\u00e7\u00e3o na plenitude que poderia. Talvez isso contribu\u00edsse para um contraste mais evidenciado entre os momentos em que os personagens est\u00e3o fora do ar e o lirismo das can\u00e7\u00f5es e da programa\u00e7\u00e3o da radio.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 36.0pt;\"><span lang=\"pt\" style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: #0016; mso-bidi-font-family: Calibri;\">Para finalizar destaco a atua\u00e7\u00e3o de Luiz Manoel Oliveira Alves que representa o personagem Evo\u00e9 com belos momentos de sutileza e um tom nonsense muito interessante. E ainda a dramaturgia que termina aberta me permitindo imaginar o que aconteceu com a R\u00e1dio Esperan\u00e7a. \u00c9 um belo trabalho que se criar ra\u00edzes, tem tudo para explodir.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\"><br \/><\/span><\/b><b><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Sonhos (Im) Poss\u00edveis<\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Grupo: Teatro dos Sonhos<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">O grupo cria um belo trabalho que nos desperta os sentidos e inicialmente nos arrebata pela quantidade de signos visuais. H\u00e1 um cuidado com a est\u00e9tica, com a visualidade, a luz, a trilha (!), o figurino e o cen\u00e1rio que \u00e9 composto por tr\u00eas grandes panos que descem de cima at\u00e9 o ch\u00e3o. Todos estes elementos criam um clima on\u00edrico que dialoga com a proposta de pensar sobre os sonhos.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/im-2.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/im-2-212x300.jpg\" width=\"227\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">O coletivo parte de a\u00e7\u00f5es investigativas na cidade de Porto Alegre em que abordam pessoas para saber quais s\u00e3o os seus sonhos e a partir deste retorno se estabelece o ponto inicial para a cria\u00e7\u00e3o de dramaturgia de Sonhos (Im) Poss\u00edveis. O texto final que se estabelece ainda n\u00e3o atingiu sua plenitude de comunica\u00e7\u00e3o, e devido ao excesso de formalidade e linearidade, n\u00e3o chega pra mim de forma viva. Gosto da pesquisa enquanto forma, e me instiga a pensar na possibilidade de representar os sonhos que habitam uma casa que est\u00e1 indo para o abismo, mas me faltam elementos cruciais como saber quem s\u00e3o estas pessoas e qual o tipo de rela\u00e7\u00e3o se estabelece entre elas.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Outro ponto que destaco no trabalho \u00e9 a formalidade que fica evidenciada no trabalho dos atores. Apesar de me chamar a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 limpeza dos movimentos (e em alguns momentos eles atingem o n\u00edvel da a\u00e7\u00e3o), essa formalidade toda tamb\u00e9m n\u00e3o chega a criar uma segunda natureza que poderia me colocar em outra perspectiva de contato com a obra. Ainda h\u00e1 uma referencia realista, principalmente na fala dos atores, que me parece precisar de uma rela\u00e7\u00e3o entre os personagens que algum momento contemple uma perspectiva mais humana, portanto tamb\u00e9m suja e menos formal.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Questiono-me o quanto esta formalidade que beira a pr\u00e9-expressividade importa, interessa ou significa no acabamento final da cena. Me parece que h\u00e1 uma jun\u00e7\u00e3o das imagens com o texto de uma maneira ainda brusca, e&nbsp; com uma vis\u00edvel&nbsp; arbitrariedade da literatura em rela\u00e7\u00e3o ao acontecimento teatral. Talvez se as partituras expandissem a forma e servissem mais como matrizes, a a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica aconteceria com maior potencia.<\/span><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><\/div>\n<p><o:p><\/o:p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><a href=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/im.jpg\" style=\"clear: right; display: inline !important; float: right; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: center; text-indent: 35.4pt;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"272\" src=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/im-300x255.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Existem belos momentos dentro do trabalho, como a cena em que os personagens fazem tric\u00f4 e o que sentam para tomar caf\u00e9. Especificamente o momento do caf\u00e9 me aproxima do humano e naquele instante a formalidade serve apenas para sustentar a a\u00e7\u00e3o e a\u00ed se torna interessante. A cena do tric\u00f4 cont\u00e9m um desenho c\u00eanico que revela uma sutileza e uma poesia muito interessante, por\u00e9m, na minha vis\u00e3o, perde sua potencia justamente por n\u00e3o contrastar com todo o resto. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Por\u00e9m h\u00e1 uma tens\u00e3o nos textos e na forma como eles s\u00e3o ditos, h\u00e1 uma tonicidade no corpo dos atores, uma disponibilidade deles que \u00e9 muito bacana. Acho legal o risco, a proposta, a tentativa de encontrar algo novo.&nbsp; \u00c9 um grande experimento, ousado, e que portanto, se recusa a ficar no senso comum. Acredito nesse caminho, nessa proposta e nesse grupo. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\n<\/div>\n<h3><b><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Grease: Sejam bem vindos ao mundo de Rydell<\/span><\/b><\/h3>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Grupo: S\u00f3 Deus sabe<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><a href=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/grase-2.jpg\" style=\"clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"129\" src=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/grase-2-300x120.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Grease: sejam bem vindos ao mundo de Rydell \u00e9 um po\u00e7o de criatividade e um divertido acontecimento teatral, sustentado principalmente pela inventividade do seu diretor, Rodrigo Azevedo. A pe\u00e7a arrepia deste o in\u00edcio, pois extravasa o palco com propriedade, convidando o p\u00fablico que est\u00e1 na rua, a entrar no teatro e no mundo a que se prop\u00f5e. A vontade e a for\u00e7a deste grupo jovem toma conta da cena e cria uma atmosfera de representa\u00e7\u00e3o que sustenta a falta da t\u00e9cnica. Tomo emprestado o termo utilizado por Francisco dos Santos Gick quando se referindo a pe\u00e7a a descreveu como uma \u201cfolia juvenil\u201d. E \u00e9 isso: uma festa em cena. Mas \u00e9 tamb\u00e9m teatro, e bom teatro.<\/span><br \/><span style=\"font-size: 15px; line-height: 17px; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\">Grease \u00e9 inspirada no cl\u00e1ssico do cinema estrelado por John Travolta e Ol\u00edvia Newton-John e conta a hist\u00f3ria da personagem Sandy que se apaixona por Danny nas f\u00e9rias, mas depois \u00e9 esnobada por ele na escola em que estudam. Os recursos que o grupo usa para contar esta hist\u00f3ria apontam para uma teatralidade aflorada, que contribuem para uma po\u00e9tica festiva que j\u00e1 \u00e9 marca dos trabalhos do grupo S\u00f3 Deus Sabe.<\/span><\/span><br \/><span style=\"font-size: 15px; line-height: 17px; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\">Todavia os elementos da carpintaria teatral que sustentam a obra podem ser melhor explorados, como por exemplo a conven<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11.5pt; line-height: 115%; text-indent: 35.4pt;\">\u00e7\u00e3o dos biombos que giram e auxiliam na delimita\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Eles podem ser explorados n\u00e3o s\u00f3 pela funcionalidade pr\u00f3pria, mas tamb\u00e9m para que contribuam enquanto signo (marcado coreografado). A afina\u00e7\u00e3o da luz n\u00e3o \u00e9 funcional, principalmente pela falta de utiliza\u00e7\u00e3o de contra luz o que contribui para uma imagem chapada dos atores que n\u00e3o privilegia a tridimensionalidade. A trilha sonora cumpre a fun\u00e7\u00e3o, mas eu queria v\u00ea-los em algum momento cantando mesmo e n\u00e3o apenas dublando as can\u00e7\u00f5es do filme.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><a href=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/grase.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"301\" src=\"http:\/\/www.marcaproducoes.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/grase-300x282.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Ainda falta propriedade dos atores para representar personagens mais velhos \u2013 o que \u00e9 sempre um problema quando se trabalha com adolescentes \u2013 e tamb\u00e9m em alguns momentos em que \u00e9 necess\u00e1rio sustentar a a\u00e7\u00e3o mesmo quando n\u00e3o se est\u00e1 no foco dela. O Jogo com a bola de futebol americano n\u00e3o \u00e9 cr\u00edvel como todo o resto, pois os meninos visivelmente n\u00e3o tem o dom\u00ednio deste jogo. Ainda sugiro repensar o enxugamento das a\u00e7\u00f5es, pois dentro da narrativa tem alguns momentos que n\u00e3o contribuem para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 115%;\">Tive o privil\u00e9gio de assistir quatro montagens deste grupo e me agrada est\u00e1 po\u00e9tica festiva que o grupo encontra. Por\u00e9m as cria\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o transcendem a potencialidade que elas mesmas geram. Penso que com cinco anos de trabalho, o grupo pode encontrar a motiva\u00e7\u00e3o da continuidade e nos brindar com montagens um pouco mais maturadas.&nbsp;<\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 com muita generosidade que compartilho o meu olhar sobre tr\u00eas trabalhos que aconteceram no Montenegro em Cena. Inicialmente est\u00e1 fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria minha, mas me diverti bastante fazendo. 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