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  • Final de semana de conquistas




    O último final de semana foi especial para três grupos da Fábrica de Sonhos que competiram em dois festivais do estado. O GFAC de Farroupilha, o Variação de Dois Irmãos e o profissional Teatro do Clã. Juntos eles conquistaram 13 prêmios.

    Em Esteio, no I Festival de Esquetes Teatrais da cidade, o Grupo Farroupilha de Artes Cênicas concorreu, representando a serra gaúcha, com a peça Aquele que diz sim, ou não?. A competição sem categorias desafiou o grupo a participar com equipes profissionais e ainda assim voltar para Farroupilha com dois prêmios: Melhor direção para Cassiano Azeredo e Melhor figurino. Com as vitórias, a peça Aquele que diz sim, ou não? do GFAC acumula 14 prêmios em festivais do estado.

    Enquanto isso, no Festival Estadual de Teatro de Osório que ocorreu do dia 17 a 23, o Grupo Variação concorreu com o espetáculo Romeu e Julieta. A adaptação do original de William Shakespeare participou na categoria estudantil e teve indicações a Melhor espetáculo, Melhor direção, melhor atriz coadjuvante para Jenifer Berlitz e Tatiana Dresch, Melhor cenário, Melhor figurino, Melhor iluminação e Melhor trilha sonora. Além disso, levou para Dois Irmãos os prêmios de Melhor ator para João Pedro Decarli, Melhor atriz para Tainá Boés e melhor caracterização para o grupo.

    O grupo profissional da Marca Produções Culturais, Teatro do Clã, concorreu no mesmo festival na cidade de Osório com a peça O Rei Cego. A equipe de apenas seis integrantes entre atores, diretor e produção, conquistou os prêmios de Melhor espetáculo Infantil, Melhor direção para Cassiano Azeredo, Melhor atriz para Tuti Kerber, Melhor ator para Júlio César Schuster, Melhor trilha sonora, Melhor cenário, Melhor caracterização, Melhor figurino e indicação a melhor ator coadjuvante para João Pedro Decarli e Marcos Cardoso.

    Matéria: Vitória Lovatto

  • O REI CEGO É O GRANDE VENCEDOR DO FESTIVAL DE TEATRO DE OSÓRIO

    O REI CEGO É O GRANDE VENCEDOR DO FESTIVAL DE TEATRO DE OSÓRIO

                O ultimo final de semana foi especial para o Teatro do Clã. Isso porque o grupo foi o grande vencedor do Art In Vento – Festival de Teatro da cidade de Osório, conquistando oito prêmios. O grupo concorreu na categoria infantil com outras peças vindas de diversas cidades gaúchas e de São Paulo. O Rei Cego levou os prêmios de Melhor espetáculo, Melhor direção para Cassiano Azeredo, Melhor atriz para Tuti Kerber, Melhor ator para Júlio César Schuster, Melhor trilha sonora, Melhor cenário, Melhor caracterização, Melhor figurino e ainda indicação a Melhor ator coadjuvante para João Pedro Decarli e Marcos Cardoso.
    O júri do festival merece destaque e dispensa comentários: Ida Celina e Sandra Dani, ambas detentoras de quatro prêmios açorianos cada e dois dos nomes mais expressivos do teatro gaúcho e Airton Oliveira, vencedor do Prêmio Tibicuera de Melhor Espetáculo Infantil 2010 com O menino que aprendeu cedo demais. Segundo Tuti Kerber, atriz do espetáculo: “Abdicamos de muitas coisas para montar o Rei cego e ter o reconhecimento de um júri como o de Osório nos motiva a continuar trabalhando”.
    Cassiano Azeredo, diretor da peça, comenta que: “O Rei Cego é o primeiro trabalho do Teatro do Clã e o Art In Vento foi o primeiro festival competitivo em que participamos. Fomos premiados em praticamente todas as categorias e esse reconhecimento mostra que o caminho que estamos seguindo está funcionando”.

    O grupo já se prepara para o próximo festival de Teatro que acontece no próximo dia 06 de novembro em Três Coroas.




  • GFAC participa de Festival de Teatro em Esteio

    O Grupo Farroupilha de Artes Cênicas vai participar de mais um festival de teatro. Desta vez a viagem é rumo à Esteio no I Festival de Esquetes Teatrais da cidade que ocorrerá no próximo final de semana. O grupo sobe ao palco no domingo, dia 23, às 20h com a peça “Aquele Que Diz Sim. Ou Não?” inspirado no texto do alemão Bertolt Brecht. Esse festival não tem divisão de categorias e o GFAC concorrerá com grupos profissionais de teatro.

    Segundo Cassiano Azeredo, diretor do espetáculo, o grupo está ansioso pela apresentação: “É um grande prazer estar participando de mais um festival, representando Farroupilha e o projeto Fábrica de Sonhos”. Junto ao evento já está ocorrendo a VI Mostra de Teatro Estudantil de Esteio, realizado pela Secretaria Municipal de Arte e Cultura. A entrada é franca e a premiação será no domingo à noite.
  • Teatro Online

    As aulas de teatro estão saindo da sala de ensaio! O Grupo Farroupilha de Artes Cênicas – GFAC inovou ao utilizar seu blog para divulgar o que acontece semanalmente em seus encontros. O aluno deve expor o que foi realizado na última aula e, tem a liberdade de expressar no que aquele conteúdo acrescentou para ele e para o grupo.
    Os relatos da aula foram ideia do professor Cássio Azeredo e a iniciativa serve de incentivo aos demais grupos de teatro, para que o aprendizado vá além das quatro paredes. O objetivo da página é apresentar aos demais o que está sendo produzido, divulgar o trabalho e convidar à quem quiser conhecer.

    O blog também é alimentado com textos sobre os eventos que o grupo participa, a agenda de apresentações, perfil dos alunos/atores, a peça que está atualmente sendo trabalhada, fotos, os festivais pelos quais concorrem e os prêmios já conquistados.

    Confira as novidades em: http://gfacteatro.blogspot.com/

                                                                                                                             Matéria: Vitória Lovatto.

  • O REI CEGO NA TERRA DOS VENTOS

    O REI CEGO NA TERRA DOS VENTOS

          Na próxima quinta-feira, dia 20 de outubro, às 15h, o Teatro do Clã estará participando do Festival de Teatro de Osório, oArt In Vento. A peça o Rei Cego, foi uma das selecionadas e concorre na categoria infantil profissional. Segundo Marcos Cardoso, ator do espetáculo, “o objetivo principal é divulgar o trabalho do Teatro do Clã, além é claro de aprimorar ainda mais O Rei Cego, peça que vem sendo desenvolvida a quase dois anos”.
    Bons ventos ao grupo!
  • Grupo Variação participa de dois festivais de teatro


    O Grupo Variação, da unidade do Projeto Fábrica de Sonhos de Dois Irmãos, foi selecionado para dois diferentes Festivais de Teatro no estado. O 16 Festival Estadual de Teatro de Três Coroas ocorreu de 08 a 10 de outubro e foi a estréia do novo elenco do Variação. O grupo recebeu indicações a Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Elenco, além de trazer os prêmios de Melhor Cenário e Prêmio Especial do Júri. Amanhã o Variação parte para um novo festival, o Festival de Teatro de Osório, que acontece de 17 a 23 de outubro e reúne grupos de dezoito diferentes cidades do estado e dois de São Paulo. O Grupo Variação entra em cena dia 18, às 21 horas com o espetáculo Romeu e Julieta.
    Romeu e Julieta é uma adaptação da história original de William Shakespeare na qual os espectros de Julieta tentam reescrever o destino dos amantes de Verona, porém o amor renasce numa das Julietas junto com a esperança de um novo final. O grupo trabalha nesse espetáculo há um ano e meio, porém essa nova versão estreou no Festival de Três Coroas.
    Para a aluna Daiane Raquel Kaiser, uma das novas integrantes do grupo, estar apresentando em festivais é uma experiência desafiadora: “Minha estréia foi em Três Coroas. O frio na barriga era maior porque estávamos sendo avaliados por um júri, mas ensaiamos muito e a forma com que o grupo me acolheu fez com que eu ficasse totalmente segura”, comenta Daiane.
    O Grupo Variação é o grupo de referência do Projeto Fábrica de Sonhos no município. O grupo é formado pelos alunos que estão a mais tempo no projeto. Seus ensaios são mais longos e exigem maior dedicação e comprometimento. De acordo com o professor Marcos Cardoso, o objetivo do grupo é desenvolver um trabalho teatral com maior intensidade através de linguagens específicas: “Trabalhamos dois anos com Arlequim e a Commedia Dell’Arte, nesse ano fechamos o ciclo de Romeu e Julieta com dois anos de Teatro Elisabetano. Em março de 2012 selecionaremos novos integrantes nos demais grupos da unidade para nossa nova montagem”.
    Em novembro o Grupo Variação estará apresentando Romeu e Julieta nas Mostra Teatrais da Fábrica de Sonhos.
  • A 23ª A GENTE NUNCA ESQUECE

    A 23ª A GENTE NUNCA ESQUECE

    Ontem à noite o Teatro do Clã passou por uma experiência maravilhosa, daquelas que ficará registrada nos livros da memória. A experiência foi tão bacana, que peço licença para escrever esta postagem em primeira pessoa, coisa que raramente faço neste espaço. Mais do que a apresentação realizada na IV Noite Cultural da Escola Eng. Ildo Meneghetti em Ivoti, destaco o carinho e a receptividade da equipe da escola. Por vezes esquecemos o quanto é bom ser bem tratado. E não precisa mais do que um sorriso no rosto e boa vontade para conseguir isso. Na escola Ildo Meneghetti encontramos seres humanos fantásticos desde a portaria até a direção. É bom demais relacionar-se com pessoas com sensibilidade aguçada, que levam ao máximo o sentindo da palavra acolhimento. Destaco ainda o público – mais de 350 pessoas – que assistiu completamente atento a história contada pelo Teatro do Clã, e que aplaudiu de pé ao final da peça.
    Finalizamos a 23ª apresentação da peça O Rei Cego com a certeza de que queremos voltar a esta escola, e de que alguns valores realmente fazem a diferença na vida dos seres humanos. Segue algumas imagens da apresentação:

  • MALAS PRONTAS!

    MALAS PRONTAS!

    Após a temporada em Montenegro o Teatro do Clã parte para mais cinco apresentações da peça O Rei Cego pelo estado. A jornada começa hoje à noite, às 19h30 na IV NOITE CULTURAL da Escola Municipal de Ensino Fundamental Eng. Ildo Meneghetti, em Ivoti. Segundo Cássio Azeredo, diretor do espetáculo “O Rei cego é um sonho que se realiza a cada dia. Estamos na 23ª apresentação e em cada uma delas algo novo se insere. Sempre tivemos como regra fazer um teatro que encontrasse em nós a sua razão de existir e depois que essa razão fosse dividida com o público, acho que estamos conseguindo isso”, finaliza o diretor.
    O grupo já tem apresentações agendadas nas cidades de Osório, Três Coroas, Presidente Lucena e Farroupilha.

    Assistente de Produção Divulgação e Mídia: Jenifer Berlitz / Foto Cássio Azeredo

  • ENCERRADA TEMPORADA EM MONTENEGRO

    ENCERRADA TEMPORADA EM MONTENEGRO

    Com a apresentação realizada na Feira do Livro, no último dia 06 de outubro, o Teatro do Clã encerrou sua temporada de apresentações na cidade de Montenegro. Conforme proposto no projeto aprovado pelo FUMDESC, o Rei Cego cumpriu as cinco apresentações na cidade. A apresentação na 9ª Feira do Livro de Montenegro foi especial para o grupo. “Estar participando de uma feira com autores de renome nacional e ainda com a presença dos escritores montenegrinos foi uma honra muito grande para nós”, comenta o diretor do espetáculo Cássio Azeredo.
    Queremos agradecer a todos que de alguma maneira contribuíram para a realização deste trabalho. Em especial ao FUMDESC – Fundo Municipal de Cultura de Montenegro, a Prefeitura Municipal de Montenegro, Secretária de Educação e Cultura, Departamento de Cultura, Conselho de Cultura, FUNDARTE, SESC, Sociedade Floresta, as escolas que acolheram nossas apresentações, Estação da Cultura, TV Cultura, Jornal Ibiá, Jornal o Progresso e Jornal Hoje. São inúmeras as pessoas que contribuíram neste processo, a eles o nosso agradecimento.

    Segue algumas imagens da última apresentação:



    Fotos: Cássio Azeredo

  • Hino do MOTIN

    Letra: Júlio César Schuster

    Música: Repúblika Rock

    Eu escolhi vir pro MOTIN
    Novos amigos encontrar
    E as antigas amizades abraçar.
    Desde cedo vou começar
    E sei que não vou querer parar
    Porque a arte em nossas veias já está.
    Pegue a camisa, vista já
    Os nossos sonhos vamos fabricar
    Um novo mundo cheio de emoções vamos criar.
    E o MOTIN nas nossas vidas vamos levar.
    Você pode baixar o Hino do Motin em: https://rapidshare.com/files/1011877523/hino_motim.wav

  • MOTIN

    Pois bem galera, o MOTIN passou e já deixa saudades. Foram momentos incríveis em que reencontramos nossos amigos e fizemos novas amizades. Fizemos um MOTIN cultural, com diversas apresentações, com oficinas, com festa e principalmente com o respeito e carinho que nossas antigas e novas amizades merecem.

    Nós, equipe do projeto Fábrica de Sonhos, queremos agradecer a cada um de vocês que tornaram esses momentos tão especiais. Sem você o MOTIN 2011 não teria o mesmo encanto. Guarde no coração cada momento em que estivemos juntos, cultive suas novas e velhas amizades e continuem dividindo conosco a alegria de fazer arte.

    Desde já convidamos a todos para participar do MOTIN 2012, que será em ???

    Agora é hora de se dedicar na sua montagem, pois as mostras já estão se aproximando.

    Um abraço e até o MOTIN 2012!

    Marcos Cardoso e Cássio Azeredo

  • CRÍTICA – O REI CEGO

    CRÍTICA – O REI CEGO

           É com muito carinho que reproduzimos o comentário crítico do professor e diretor Diego Ferreira. Graduado em Teatro pela UERGS, Diego dirige o grupo Válvula de Escape e mantém um dos mais importantes blogs sobre teatro do estado. Veja outras críticas em escapeteatro.blogspot.com 

    O Rei Cego – Comentário crítico
                                                         por Diego Ferreira

         Hoje a tarde, enfim fui conhecer o trabalho dos meus amigos do Teatro do Clã. O trabalho em questão é “O Rei Cego”, este é o 1º trabalho do grupo que surpreende muito pela qualidade da produção. Discorrer sobre o acontecimento cênico é algo muito difícil, tratando-se da efemeridade do fato teatral, do instante que perpetua cada ato, gesto ou apresentação. Por isso é muito difícil tecer comentários sobre o fazer teatral, ainda mais quando não somos críticos “de verdade”, ainda mais quando falamos do trabalho de colegas e amigos. Mas fica bem mais fácil quando o trabalho é bom e sei o que falar aqui será filtrado e talvez aproveitado pelos colegas. É o que acontece com o Clã.
    “O Rei Cego” é um espetáculo indicado a todas as idades e apropriado para ser apresentado em diversos locais, rua, palco, praça, galpão, enfim, onde o público estiver. A platéia de hoje era formada por crianças de escolas públicas da cidade e alguns transeuntes, o que dá credibilidade a produção.
         O primeiro fato a ser destacado é que este espetáculo foi contemplado com o FUMDESC, um fundo de apoio a cultura de Montenegro, e o que vemos é que os recursos foram muito bem empregados. O espetáculo é rico esteticamente, nos figurinos, cenários, adereços e maquiagem. A concepção e elaboração destes elementos foram precisas e criativas, todas a serviço da cena. Os figurinos são um destaque, pela beleza, simplicidade e utilização, ponto para a escolha do tom das cores, que perpassa todos os elementos da cena. O cenário é prático, belo e funcional, destacando a disposição das escadas e cubos que se transformam em outros espaços de acordo com o solicitado na cena. Os adereços transpõem o espectador a outros espaços como a utilização das malas que se transformam em cavalos (bela sacada!), ou as saias azul que são as ondas (bela sacada!), demostrando a criatividade e inventividade que o teatro de rua pede para chamar a atenção da platéia. E não podemos deixar de destacar o trabalho da assistente de produção Jenifer Berlitz que estava realmente assessorando o grupo.
         Vamos a história: “O Rei Cego” é a história de um jovem príncipe que enfrenta inúmeros perigos para trazer a visão de seu pai de volta. Logo no início somos apresentado a trupe de atores que contarão esta narrativa através de atores/contadores de histórias. Este recurso do ator/narrador é muito bem utilizado na cena, onde acontece um revezamento entre os atores que ora contam, ora personificam os personagens da peça, criando assim um ritmo que não deixa a narrativa cair num marasmo, pelo contrário, o espetáculo é repleto de acrobacias, rupturas e surpresas que provocam o olhar do espectador a ficar atento ao que está acontecendo no centro da arena, ou no centro do semi-círculo, espaço que o grupo escolheu como palco para contar a sua história.
         Quanto a espacialidade, penso que o teatro de rua tem uma especificidade que somente a rua oferece: um espaço urbano que não é o projetado para a manifestação teatral, mas que é tomado e transformado em palco para alguns momentos de magia e ilusão. O Clã escolheu muito bem o seu palco na Estação da Cultura, embaixo das árvores e montou a sua semi-arena, bem equipada, delimitada e com seus lindos cenários, porém, penso que poderia explorar um pouco melhor a espacialidade contemplando um pouco mais os espectadores que não estão dispostos frontalmente. Explorar a lateralidade do espaço, abrindo um pouco mais a cena, jogando com os espectadores que não estão no centro da roda, descentralizando a ação que aqui não está no palco italiano, mas sim na rua, onde tem espectadores por todos os lados. Isso acontece no desenrolar do espetáculo, mas timidamente, podendo potencializar a relação com o espectador, criando assim, uma maior cumplicidade com o público, pois entre o elenco a cumplicidade já está tão latente, sugiro que esta cumplicidade seja compartilhada com a gente, mas quando digo dividir a cumplicidade com o público, não me refiro a piadas ou ações cômicas (que não é o caso deste espetáculo), mas sim através de um simples olhar de cumplicidade.
         O elenco da montagem é coeso e cúmplice e funciona muito bem. Coeso porque é funcional: canta, dança, representa, narra, anda sobre perna-de-pau, faz acrobacia e contorcionismo e muito mais em cena. Tuti Kerber, Marcos Cardoso, João Pedro Decarli e Júlio Schuster dominam a cena com maestria e dão vida a nove personagens. A eficiência do elenco se dá pelo fato de que os atores conseguem transitar entre o representar e o narrar sem resvalar em interpretações grandiloquentes, optando pela simplicidade que funciona muito bem ao espetáculo. O elenco é parelho, mas João Pedro Decarli se sobressai um pouco dos demais e é destaque pela disponibilidade corporal, ideal para o teatro de rua, mas não somente por isso, e sim pela verdade e facilidade que transita entre seus personagens com graça e competência, é muito bom vê-lo em cena. Cardoso e Kerber tem estofo e experiência com a linguagem da rua, demostrando segurança e belas composições e Júlio é uma revelação como ator, com potencial e com um belo caminho a ser trilhado, que está muito bem em cena, devendo cuidar somente a respiração que demostra o cansaço e a triangulação com o espectador.
         Por fim, destaco o trabalho de direção de Cassiano Azeredo que ao  eu ver é uma revelação. Consegue transformar um conto popular em um espetáculo redondo, simples mas ousado, colocando o Teatro do Clã, já em seu primeiro trabalho, num dos grupos mais promissores do estado. Digo isso baseado no que vi, mas também porque conheço todo o empenho e dedicação deste jovem grupo que está em permanente transformação. O que fica é a profissionalização deste grupo que merece a nossa atenção.
         Cássio consegue amarrar os elementos estéticos e nos presentear com um espetáculo bonito e muito bem acabado. O que assistimos é um trabalho que foi pensado em todos os detalhes, da concepção a concretização, vemos a mão do diretor, das idéias como o “gigante” que se transforma ao nosso olhar, ao ator que some dentro de uma caixa, a chuva de prata que é linda e surpreendente, são atrativos que prendem a atenção do espectador e evidencia um diretor em grande desenvolvimento. Para encerrar esta minha odisseia sobre “O Rei Cego” destaco dois pontos que podem ser ajustados ao longo da temporada: 1º A transposição do conto para o teatro de rua, tem algo ali no texto, na dramaturgia, que não consegui captar e isso faz com que eu não embarque totalmente na história, no drama, diferente da encenação que com seus ricos recursos faz com que embarcamos por inteiro, de imediato, mas é a história mesmo, me perdi no enredo, talvez pela troca rápida de papéis, fiquei meio perdido, as vezes sem saber quem é quem e o que está fazendo? No final consigo esclarecer um pouco, mas durante a peça algumas questões ficaram pendentes, talvez porque o meu olhar ficou encantado com o visual que me desatentei ao enredo e precisarei assistir novamente para captar esta outra camada da encenação. E 2º é a musicalidade  da peça, que ao meu ver está ainda em desenvolvimento, conforme o Cássio me confidencia. Penso que a rua necessita de potência musical, e temos tudo ali, instrumentos musicais, atores treinados e disponíveis e um diretor atento a tudo, mas vejo que falta desabrochar esta musicalidade que já está presente ali, só falta deixar acontecer de forma menos formal e mais visceral.
         Contudo volto a afirmar que “O Rei Cego” é um trabalho digno de aplausos, um dos destaques da cena gaúcha, que ainda vai dar muito o que falar, pela profissionalização, criatividade e entrega do coletivo. Escrevam o que estou dizendo, este trabalho vai estar nas principais mostras de teatro do País.  
  • O REI CEGO NA ESTAÇÃO DA CULTURA

    O REI CEGO NA ESTAÇÃO DA CULTURA

            Sob a proteção de um paredão de árvores o Teatro do Clã realizou a 4ª apresentação da peça O Rei Cego  em Montenegro. Mesmo com forte calor, aproximadamente 150 pessoas estiveram presentes ao evento, a maioria alunos da escola Walter Belian. A peça conta a história de um jovem príncipe que enfrenta inúmeros perigos para trazer a visão de seu pai de volta. Quem ainda não conferiu fica o convite para a última apresentação do grupo dentro da temporada proposta pelo FUMDESC na cidade de Montenegro. Será na próxima quinta-feira, dia 06 de outubro, às 15h, na Praça Rui Barbosa. Segue algumas imagens da apresentação:

  • TEATRO DO CLÃ FAZ MOTIN

    TEATRO DO CLÃ FAZ MOTIN

       Fiquem tranqüilos senhores leitores, pois não se trata de uma rebelião. Também não é um erro de digitação o “n” no final de Motin. Trata-se da MOSTRA DE TEATRO INDEPENDENTE, uma maratona cultural que aconteceu no último sábado dia 24 de setembro em Dois Irmãos. O evento foi promovido pela Fábrica de Sonhos, projeto de teatro-educação da Marca Produções Culturais. 
         O Teatro do Clã apresentou a peça O Rei Cego  para aproximadamente 250 alunos, estudantes de teatro, pais e visitantes, que estiveram presentes no evento. “Nossa peça, O Rei Cego, está na sua 20ª apresentação. Trabalhamos muito e graças a isso estamos sendo bem recebidos por onde passamos. Mesmo assim a apresentação no MOTIN foi especial, pois todo o público era formado por nossos alunos. Poder mostrar a eles o teatro em que acreditamos é gratificante. Pelo aplauso caloroso que recebemos dá para ter noção de como a peça reverberou neles”, comenta o diretor do espetáculo Cássio Azeredo.
  • Ação para gerar transformação!


    “MOTIN 2011 – Mais que um evento. Um conceito!”

    24 de setembro – Dois Irmãos/RS
  • ESCOLA ESPERANÇA: UMA EXPERIÊNCIA ENCANTADORA

    ESCOLA ESPERANÇA: UMA EXPERIÊNCIA ENCANTADORA

    A apresentação do Rei Cego na escola Esperança foi uma vivência incrível para o Teatro do Clã. Talvez a melhor palavra que defina o olhar atento dos pequenos que acompanhavam a apresentação possa ser: “encantamento”.
    Tuti Kerber atriz do espetáculo e professora da escola Esperança fala sobre a experiência: “talvez eu seja suspeita em comentar, mas quero dizer que foi um prazer especialmente grande apresentar na escola onde trabalho. O retorno dos alunos e da equipe da escola está sendo muito gratificante. A Esperança é uma comunidade que precisa e merece receber nosso trabalho e nosso carinho enquanto artistas e professores. A escola me acolheu e compreendeu o meu fazer artístico e agora posso retribuir, não somente com meu trabalho de professora das oficinas de teatro, mas também como atriz. Foi muito bom contar O REI CEGO para a Escola Esperança”.

    Segue ainda pequenos relatos de duas profissionais da educação que acompanharam a peça:  
    ·         Adoramos o espetáculo! Parabéns pela escolha do conto e pelo trabalho com o que é nosso “popular”, Brasil. Tudo lindo! Vocês, o figurino, as escolhas… Sucesso! Hoje e sempre!
    Maria Cris – Apoio pedagógico da Escola Esperança

    ·         Peça O Rei Cego simplesmente maravilhosa, espetacular. (…) Parabéns pela peça, pelo talento que não é pouco… Teatro do Clã simplesmente demais….”
    Juciane – Assistente na Educação Infantil da Escola Esperança.


  • O REI CEGO NO BAIRRO ESPERANÇA

    O REI CEGO NO BAIRRO ESPERANÇA

    Depois dos bairros Germano Henke e Cinco de Maio, chegou a vez do bairro Esperança receber O Rei Cego. A terceira apresentação do grupo em Montenegro acontece amanhã, dia 01 de setembro, às 15h na Escola Esperança. Segundo Tuti Kerber, atriz do Rei Cego e professora na escola Esperança, “A expectativa é muito boa tanto por parte dos alunos quanto do grupo de professores, a comunidade esta ansiosa para conhecer o trabalho do grupo.”
    Estas apresentações são a contrapartida proposta pelo Teatro do Clã, pois o grupo recebeu recursos do FUMDESC – Fundo Municipal de Cultura de Montenegro, da Prefeitura de Montenegro. A entrada é gratuita.


    SERVIÇO:
    O que: apresentação da peça O Rei Cego do Teatro do Clã
    Quando: 1º, de setembro às 15h.
    Onde: Escola Esperança
  • SEJAM BEM VINDOS!

    SEJAM BEM VINDOS!

    Dando continuidade ao projeto O Rei Cego, o Teatro do Clã passa a contar com mais dois profissionais na equipe: Luciano Rhoden que assina a produção musical e o maquiador Elario kasper.

    Luciano é bacharelando em Musicoterapia no Instituto Superior de Música (ISM) em São Leopoldo/RS, professor de acordeon da FUNDARTE e acordeonista do Quinteto Persch, único grupo de acordeon de concerto do país. Elario é cabelereiro e maquiador e desde 1986 atua com diferentes grupos em Novo Hamburgo e região. Além disso, desenvolve oficinas específicas para caracterização no teatro e na dança.

     Marcos Cardoso, ator do Rei Cego, comenta que “esses profissionais engrandecem o espetáculo. O grupo vem buscando a profissionalização desde o início, quando também firmou parceria com Raquel Cappelletto (figurinos), Lúcia Motta (adereços), Alice Ribeiro e Rita Spier (criação e orientação de manipulação de bonecos)”.
    “Associo esse processo ao que vem acontecendo com muitos escritores atualmente. Quando ele finaliza o livro não é o momento de publicá-lo. É aí que inicia uma nova etapa que é submeter o livro a muitas análises com enfoques diferenciados. Depois de repensar, reescrever se for o caso, é que se pensa em publicação. Percebo o Rei Cego assim: constantemente sendo reescrito a muitas mãos, e estes profissionais são parte deste processo.” Comenta Cassiano Azeredo, diretor do espetáculo.
                O grupo aguarda ainda Rosimari Oliveira, que completa a equipe na preparação vocal dos atores.