É com muito carinho que reproduzimos o comentário crítico da jornalista e mestra em Artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, HELENA MELLO. Veja outras críticas em http://palcosdavida.blogspot.com
CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER
por Helena Mello
Autor: root@marcaproducoes.com.br
-

CRÍTICA – CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER
Já comentei outras vezes que, embora tenha decidido estudar teatro, sou apaixonada por cinema. A justificativa é que quando um filme é ruim eu não chego a sair antes, mas não fico constrangida. No caso de um espetáculo, sim. Porém, não há nada comparado ao teatro quando este é bom como no caso de Rei Cego, do Teatro do Clã. Tenho tido preguiça de assistir. A correria anda grande e foi assim, meio devido à obrigação, que fui parar na platéia deste espetáculo. Ainda bem.Outro dia, ouvia de um amigo, também com formação em Artes cênicas, que as pessoas estavam esquecendo de que o teatro tinha que contar uma história. Não queria criar conflito, mas, por dentro pensei: não concordo com isso. Já assisti a muitos espetáculos que me provocaram experiências interessantíssimas, mas que saí sem saber do que se tratava exatamente. A arte contemporânea tem uma proposta diferente em relação a isso.O Rei Cego conta uma história. Daquele gênero de “capa e espada” que eu ouvia quando era pequena. De heróis e bandidos, de homens bons e maus, de gigantes e mistério. Não é, no entanto, uma história surpreendente, impactante. Nada disso. Uma história simples. Porém, a forma como ela é contada é que merecia o meu “bravo” no final. Por quê? Bem, vejamos. O cenário é simples. Entretanto, nos levam a imaginar vários lugares e permitem aos atores todos os deslocamentos necessários para nos convencer daquilo que está sendo dito. Não é realista, mas concretiza para os espectadores todas as imagens que dão ritmo a atuação do elenco. Por falar neste, está composto por três atores e uma atriz que fazem vários papéis (nove personagens) e todos convincentes. É um elenco parelho. No bom sentido do termo. Ninguém se destaca, mas todos impressionam e conquistam o público. Não é para menos. Eles cantam, dançam, fazem piruetas e… atuam. O texto é dito claramente, expressivamente. Todos os movimentos são sincronizados e executados com perfeição. Nada nem ninguém entra ou sai da cena por acaso. E assim, eles vão conduzindo a plateia pela passagem do espaço e do tempo, estabelecendo uma dinâmica leve e contundente ao mesmo tempo. Em destaque, ainda, os elementos cênicos como “o gigante” que aparece e desaparece com simples movimentos dos atores, dois braços e uma cabeça. Ah, às vezes, esqueço do figurino. Justamente quando ele é adequado, correto e auxiliam a tornar os atores os personagens que eles representam. O mesmo acontece com a luz. O espetáculo tem uma dinâmica que só um bom diretor pode garantir. Difícil acreditar que seja o primeiro espetáculo do grupo. Que ótimo que eles tenham sido escolhidos pelo Projeto Novas Caras e, nestas horas, quer dizer 55 minutos, tenho a certeza de que nenhum filme valeria tanto a pena. -

O REI CEGO NA FESTA DO SAPATO
O Teatro do Clã mal finalizou sua temporada na capital dentro do Projeto Novas Caras e já está na estrada. A peça O Rei Cego será apresentada na Festa do Sapato, em Campo Bom no próximo domingo dia 26 de junho. A apresentação será no Largo Irmãos Vetter às 15h. A entrada é gratuita.
Você é nosso convidado! -

CARTA DE AGRADECIMENTO – PROJETO NOVAS CARAS
Gostaríamos de agradecer pelo carinho e o cuidado que a equipe do Teatro de Câmara Túlio Piva teve conosco durante a temporada da peça O Rei Cego no Projeto Novas Caras. Queremos também estender o nosso agradecimento a toda a equipe da Coordenação de Artes Cênicas pela oportunidade de estar neste projeto.
Foi uma experiência muito importante para o grupo principalmente pela troca. Não nos referimos somente a troca com o público mas a troca com profissionais qualificados como “Carra”, “Prego”, Silvana, Breno e muitos outros que nossa memória infelizmente não nos deixa lembrar. Queremos agradecer também aos jurados do prêmio Revelação dos Projetos Teatro Aberto e Novas Caras que estiveram presentes e a todos que nos deram a honra de dividir o seu precioso tempo conosco.De forma geral, conseguimos amadurecer o espetáculo e a partir desta temporada já estamos abrindo muitas portas para a continuidade dos nossos projetos.Esperamos estar juntos em outras oportunidades!Forte Abraço,Teatro do Clã -

REI CEGO FINALIZA SUA TEMPORADA NO NOVAS CARAS HOJE A NOITE
Logo mais às 20h, no Teatro de Câmara Túlio Piva, o Teatro do Clã faz a última apresentação da peça O Rei Cego dentro do projeto Novas Caras.Ao som de Soledad Villamil o grupo se prepara para a apresentação: últimos detalhes na afinação da luz, filmadora aposta, figurinos nos lugares, instrumentos afinados, atores aquecendo e uma energia pulsante completa o cenário.Seja bem vindo ao nosso reino!Entrada gratuíta. -

DEPOIS DA ESTRÉIA
O Rei Cego, primeiro espetáculo do Teatro do Clã está em temporada na capital. O grupo realiza na próxima quarta-feira a sua última apresentação dentro do Projeto Novas Caras, às 20h no Teatro de Câmara Túlio Piva.
Segundo o diretor Cassiano Azeredo, “essa temporada esta sendo muito importante para reavaliar, modificar, retrabalhar, enfim, sentir a recepção do público. Mesmo que a peça não tenha sido concebida para palco italiano tem funcionado bem no Teatro de Câmara, pois estamos favorecidos pelo palco, que além de ter o proscênio circular, é bem próximo do espectador. A experiência tem sido fundamental para amadurecermos o trabalho e as pessoas estão gostando”.Para Marcos Cardoso, coordenador do Clã e ator da peça, a experiência tem sido significativa: “estamos mostrando o nosso trabalho na capital, é um local que ainda não tínhamos entrado e a partir desta temporada estamos abrindo muitas portas para o grupo”.
João Pedro de Carli, também ator
do Rei Cego, afirma que “o Novas Caras nos colocou a pressão de ter uma data para a estréia, nos desafiou a ter a coluna vertebral do espetáculo estruturada, para partir em busca de outros órgãos vitais.”Para quem ainda não conferiu, fica o convite para assistir a ultima apresentação do Rei Cego no Novas Caras. Depois disto o grupo pega a estrada já com dez apresentadas para o segundo semestre. -

Olhares Internos – VOCÊ TEM TEMPO?
Tudo parte de uma escolha. Fazer uma escolha remete a seguir um caminho e dedicar tempo para essa caminhada. Sou um dos fundadores do Teatro do Clã e responsável direto pela escolha do Rei Cego como montagem. A idéia inicial, que eu e o Cássio concluímos numa noite em frente a ACEFH de Harmonia após três meses e meio de treinamento foi a de que precisávamos construir um espetáculo para através dele conseguir pessoas com objetivos comuns para consolidar um grupo.
Esse espetáculo precisaria suprir nossas inquietações. Lembro do Cássio trazendo a temática da morte que para ele era muito importante e para mim o tempo era um tema fundamental. A idéia do tempo se dá principalmente por não termos tempo para nada. Tudo é urgente, tudo é rápido. A necessidade faz com que muitas coisas passem por nós e nada fique. Um dos objetivos que sempre quis com a montagem foi o de que algo deveria ficar. Deveríamos deixar algo para os outros. Para isso, queria que estivéssemos próximos das pessoas, que elas não apenas nos vissem, mas nos sentissem.Tínhamos algumas pistas do que queríamos em relação à forma. Quanto ao conteúdo fomos buscar nesses dois temas chaves: morte e tempo. Encontramos vários textos que traziam essa temática de forma secundária, e o Rei Cego foi um deles. Na verdade, foi um dos primeiros. Trouxemos muitos materiais, mas acabamos voltando ao conto do Rei Cego. Precisávamos de mais pessoas para montagem daquela história e do nosso grupo. Tivemos pessoas que passaram e contribuíram para nossa montagem e pessoas que ainda permanecem e ainda contribuem muito.No processo comecei a encontrar o tempo envolto na temática. Por mais que o Rei Cego seja uma história que tenha como tema principal a justiça, a família e os valores, eu sempre procurei encontrar a relação com o tempo. Desde o tempo que roubávamos das pessoas que iam nos assistir, que deveria ser recheado de algo muito especial, até o tempo que permeava essa história. Temos três situações idênticas com cada um dos irmãos num decorrer de tempo. O tempo que passa e leva junto as obrigações dos irmãos do príncipe, o tempo que o pai espera pelo filho que está em busca da cura, o tempo que motiva o nosso herói a fazer escolhas.Essas inquietações com o tempo são freqüentes para mim dentro do trabalho com o Rei Cego. Montar essa história para mim foi dedicar tempo a ela, estudar a minha relação com o tempo paralela a relação temporal da história e identificar-se com as inúmeras semelhanças. Meu tempo, hoje mais do que nunca, está dedicado a esse grupo que o espetáculo ajudou a formar e o espetáculo em si me ensina o quanto o tempo é valioso e necessário para toda e qualquer construção concreta.por Marcos Cardoso -

CASSIANO AZEREDO NO FILO
A convite do Teatro Torto de Porto Alegre, o diretor do Teatro do Clã, Cassiano Azeredo, participou do FILO – Festival Internacional de Londrina. Cassiano auxiliou na peça “O Dia Desmanchado” com direção de Tatiana Cardoso e atuação de Marcelo Bulgarelli. “Foi um imenso prazer ter participado deste que é um dos maiores festivais de Teatro do Brasil, pois os grandes nomes do teatro brasileiro, e alguns dos grandes nomes do teatro mundial, estavam no Filo”, comenta Cassiano.
A 43ª edição do FILO trás na programação 12 espetáculo internacionais e 37 produções nacionais. Durante 17 dias, o festival movimentará a cidade com mais de 90 apresentações. O evento consolida-se como o mais antigo do gênero na América Latina e um dos únicos do país a apresentar, paralelamente, uma vasta programação de atividades formativas, com oficinas, bate-papos e conferências.“Estar no FILO proporciona uma imersão no mundo do teatro, nos faz rever conceitos, e sobretudo nos deixa com uma imensa vontade de voltar”, finaliza Cassiano. Confira programação completa em filo.art.br.
A direita, cena do Dia Desmanchado – espetáculo com a lotação esgotada nas duas apresentações.
-

TEATRO DO CLÃ ESTRÉIA HOJE EM PORTO ALEGRE
As quartas-feiras do mês de junho serão especiais para o Teatro do Clã. O grupo foi aprovado no projeto Novas Caras da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e realiza a temporada da peça O Rei Cego, nos dias 01, 08, 15 e 22 junho, às 20h no Teatro de Câmara Túlio Piva. Foram aprovados somente quatro grupos do estado para o Novas Caras neste primeiro semestre. “Mesmo que em 2010 a peça o Rei Cego já tenha realizado nove apresentações o grupo sente uma alegria de estréia, pois o espetáculo está completamente remodelado, comenta o diretor Cassiano Azeredo”.
O Rei cego conta a história de um jovem príncipe que enfrenta inúmeros perigos para trazer a visão de seu pai de volta. A narrativa está repleta de elementos mágicos, seres fantásticos e tem como temas a confiança, a esperança e a justiça. Quatro atores cantam, dançam e representam para dar vida aos nove personagens desse conto popular de encantamento. A concepção do espetáculo tem um caráter rústico, no qual escadas, cubos, malas, tecidos e um boneco gigante interagem com a atuação dos artistas e a melodia de seus instrumentos. Compõe o elenco do espetáculo a atriz e professora Tuti Kerber, o ator e músico Julio César Schuster e o professor Marcos Cardoso. Neste ano o grupo agregou dois novos integrantes: João Pedro Decarli que completa o elenco e Jenifer Berlitz que atua na assistência de produção, divulgação e mídia. Lúcia Motta assina os adereços, Raquel Cappelletto os figurinos e Alice Ribeiro e Rita Spier a criação e orientação de manipulação de bonecos. A direção é de Cassiano Azeredo.
-

Olhares Internos – ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
O espetáculo O Rei Cego é baseado num conto que traz figuras como príncipes, princesas, feitiços, seres fantásticos, mexendo com minhas lembranças da infância quando adorava ouvir as histórias que a professora contava. Isso me traz um sentimento de resgate e de prazer ao contar O Rei Cego para outras pessoas. Porém, agora estou do lado “de dentro” vivendo princesas, encontrando príncipes, dialogando com os seres fantásticos que antes povoavam somente minha imaginação infantil.E estando do lado “de dentro” dessa dramaturgia, reflito sobre muitas questões que o conto traz. E o que mais me instiga o pensamento é a cegueira do rei. A cegueira de um bom soberano por certo deixa seu povo triste e inseguro. A cegueira traz limites e situação de superação para quem convive com ela. E ainda, além da cegueira dos olhos, podemos sofrer de outros tipos de cegueira? Será que tem coisas que preferimos não ver? Talvez o rei também não quisesse ver certas coisas ao seu redor. Ou melhor, preferiu desenvolver uma visão além das retinas, uma visão “com o coração”. Quem sabe…Meu avô era cego. Não na história, mas meu avô de verdade. Por mais de trinta anos não viu a luz do dia, nem a escuridão da noite, nem o rosto dos netos, nem as maldades do mundo. Talvez nesse último item ele tivesse levado vantagem!Pode ser por isso que essa questão da cegueira me toca tanto. Meu avô, apesar de cego, era a pessoa mais motivada e alegre que eu conheci. Sempre contente, pronto para contar piadas ou cantarolar músicas antigas. Todavia ele não tinha opção, sua cegueira era irreversível. Então relaciono com a história e fico me perguntando: até que ponto a cegueira do rei era somente visual? Ou seu coração e sua razão precisavam de outro tipo de visão para compreender o mundo que o cercava? Que tipo de visão cada um de nós utiliza no seu cotidiano?Certamente há coisas que somente enxergamos quando fechamos nossos olhos.
Por Tuti Kerber -
RETA FINAL
Enfim a tão temida e sonhada reta final. Fico me perguntando se algum dia esta etapa que antecede a estréia de um espetáculo acontecerá com o ideal de tranqüilidade que sonhamos? Este momento é sempre tenso, repleto de dúvidas, de cansaço, de pressão, de saudade da cama…, mas é também um período onde as coisas começam se encaixar e se definir. Ainda falta muito. Principalmente porque não temos os recursos financeiros necessários para fazer tudo o que projetamos. O que nos salva é a vontade deste grupo de literalmente rasgar espaço na agenda para conseguir se encontrar quase que diariamente. Não me canso de repetir que “a qualidade de um trabalho é relativa a quantidade de trabalho”. Não posso deixar de mencionar a vontade dos competentes e amáveis parceiros que encontramos pelo caminho: A eles o nosso mais sincero agradecimento!Para ir esquentando o clima, lanço a série olhares internos onde os atores e equipe revelam as suas motivações pessoais para a montagem de O Rei Cego.Forte Abraço,Cássio Azeredo -
BLOG DESATUALIZADO
Olá amigos!
Ficamos alguns dias sem postar devido a um erro no blog, que felizmente já foi corrigido.
Forte Abraço,
Cássio Azeredo – Teatro do Clã
-
“EXPERIMENTOS TEATRAIS NA ESCOLA” DISCUTE POSSIBILIDADES E CAMINHOS PARA INSERÇÃO DO TEATRO NA SALA DE AULA.
O minicurso “Experimentos Teatrais na Escola”, ministrado pelo professor Cássio Azeredo no 18º Seminário Nacional de Educação de Giruá, foi muito intenso para todos os participantes. A programação que abordou principalmente duas possíveis linhas para o ensino do teatro na sala de aula, as abordagens contextualista e essencialista, resultou em uma vivência teórico-prática na qual os participantes, além de experimentarem a criação cênica, também iniciaram uma discussão que poderá nortear suas atividades em sala de aula. Mais de 70 professores, estudantes e pedagogos estiveram presentes divididos em dois turnos. “Apesar de ter sido tudo muito rápido, pois o minicurso teve a duração de 4h por grupo, foi muito produtivo. Poucas vezes encontrei alunos tão dispostos a experimentar e espero que esta experiência seja o início de uma grande discussão sobre a inserção do teatro na escola”, comenta Cássio Azeredo.Cerca de 550 pessoas participaram da maratona de cursos e palestras do Seminário, que contou com nomes consagrados, como o professor universitário e colunista do Jornal Correio do Povo Juremir Machado, do professor pós-doutor Pedro Demo e da Secretária Estadual de Meio Ambiente Jussara Cony. -

TEATRO DO CLÃ NO 18º SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO DE GIRUÁ
Entre os dias 18 e 21 de maio, Cássio Azeredo estará representando o Teatro do Clã e a Fábrica de Sonhos no 18º Seminário Nacional de Educação de Giruá/RS. Na oportunidade Cássio estará propondo o minicurso Experimentos Teatrais na Escola, compartilhando as experiências desenvolvidas tanto na Fábrica de Sonhos quanto no Teatro do Clã. “Fazer teatro na escola é antes de tudo fazer teatro e mesmo que o objetivo seja utilizar-se do teatro para alcançar outras finalidades é preciso um mínimo de conhecimento sobre o fazer teatral”, comenta Cássio.
A 18ª edição do Seminário de Educação de Giruá tem como tema central: “Os desafios da Educação frente aos resultados”. Pretende ser um espaço onde os profissionais da educação, bem como os demais envolvidos com esta área, possam analisar a relação entre a prática docente e os resultados, entendendo que ambas estão correlacionadas e precisam ser entendidas como uma ferramenta essencial de avaliação e de intervenção constante na busca da aprendizagem. “Será um imenso prazer estar contribuindo e trocando conhecimentos com os profissionais da educação da região das missões. Espero também conhecer e fomentar algumas iniciativas teatrais contribuindo para a ampliação da pesquisa em teatro, principalmente trazendo o trabalho do ator como ponto central da criação”, finaliza Cássio. Mais informações em: http://seminarioeducacao.girua.rs.gov.br -

2011: CONSOLIDAÇÃO E NOVOS CAMINHOS
O ano mal começou e o Teatro do Clã já está trabalhando com muita intensidade. O grupo finalizou mais uma etapa do projeto O Rei Cego, intitulado “escavações teóricas”, momento em que o elenco adentrou no universo desse conto popular de encantamento. “Essa etapa foi fundamental para o trabalho, pois reinventamos, redescobrimos, modificamos nossa concepção e encontramos nossa motivação pessoal para esta montagem”, comenta Cassiano Azeredo diretor do espetáculo. Além disso, “O Rei Cego” foi aprovado no FUMDESC – Fundo Municipal de Cultura de Montenegro, o que possibilitará auxilio financeiro para a reestruturação do cenário, figurino e adereços, bem como a inserção de novos profissionais no projeto. São eles:
Luciano Rhoden, bacharelando em Musicoterapia no Instituto Superior de Música (ISM) em São Leopoldo/RS, professor de acordeon da FUNDARTE e acordeonista do Quinteto Persch, que auxiliará na preparação musical do grupo.Rosimari Oliveira, bacharel em Canto pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e professora da FUNDARTE/UERGS que fará a preparação vocal do elenco.Alice Ribeiro, formada em Artes Visuais (Licenciatura/2002 e Bacharel/2003) pelo Centro Universitário Feevale e Pós Graduada em Poéticas Visuais: Desenho, Pintura e Instalação – Processos Híbridos pela mesma instituição fará a construção e orientação de manipulação de bonecos.Raquel Cappelletto, figurinista há mais de 13 anos. Formada em artes cênicas. Trabalha com o grupo UEBA no qual criou os figurinos das peças A Megera Domada, Felinícias, Zão e Zoraida entre outros. Vencedora do Prêmio Açorianos de figurinos em dança no ano de 2007.Através do FUMDESC, o grupo irá realizar cinco apresentações gratuitas do espetáculo em escolas de Montenegro. Além disso, o grupo foi aprovado no Projeto NOVAS CARAS, promovido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Este projeto visa apresentar os novos nomes da cena teatral gaúcha. O grupo estará na Capital nas quartas-feiras de junho, dias 01, 08, 15 e 22, sempre às 20h, no Teatro de Câmara Túlio Piva. Na cidade de Farroupilha o grupo irá realizar algumas apresentações em datas ainda confirmar.O Teatro do Clã agregou dois novos integrantes: João Pedro Decarli e Jenifer Berlitz. João integra o elenco do espetáculo O Rei Cego e Jenifer está atuando na assistência de produção, divulgação e mídia.Para finalizar este quadro de boas notícias, o grupo firmou parceria com Marcelo Bulgarelli (Ator do Teatro Torto, vencedor do prêmio Açorianos de melhor ator 2010, com o espetáculo Dia Desmanchado) que está realizando um treinamento contínuo sobre a ação teatral a partir dos princípios da Biomecânica, experiência aprimorada em seu trabalho e desenvolvida nos dois anos em que esteve na Itália estudando biomecânica teatral na escola de Gennadi Bogdanov, descendente direto de segunda geração do grande encenador russo Vsevolod Meyerhold.Bons ventos ao Grupo! -

2010: SILÊNCIO CRIATIVO
O ano de 2010 foi intenso para o Teatro do Clã. Os encontros iniciaram ainda em janeiro do mesmo ano. De lá pra cá foram trabalhos de mesa sobre o Rei Cego, dúvidas, questionamentos, filosofias, dúvidas, experimentação, treinamento psico-físico, construção, re-construção e novas dúvidas. Foi o período destinado a criação inicial do Rei Cego, mas ainda fortemente atrelado a montagem do próprio grupo. Aliás, não conseguimos desvincular a montagem do Rei Cego, do processo de formação do Grupo Clã.Nesta primeira etapa conseguimos estruturar a dramaturgia do espetáculo, experimentar algumas soluções cênicas, trabalhar possibilidades de jogo entre os atores, sentir o que cada ator trazia em sua bagagem e em que gostaria e poderia ser desafiado. Além disso, encontramos na musicalidade, ou na musicalização da cena um gosto comum. As improvisações e a produção de matrizes corporais pré-expressivas foram pontos de partida para as improvisações resultantes da cena.No início sentíamos O Rei Cego como um esboço sem cor que as poucos foi se colorindo e inclusive expandindo a própria forma. Não posso dizer como Peter Brook que partimos de uma “intuição amorfa”, pois mesmo antes de optar por montar o Rei Cego tínhamos traçado o que queríamos atingir com a montagem. Desde o início queríamos proximidade com o público, comicidade, elementos funcionais, trilha sonora ao vivo, coreografias… e ainda que o corpo fosse o ponto de partida para a criação.Menciono ainda que o grupo optou por trabalhar em completo silêncio. Não divulgamos nossos projetos nem nossas atividades. O silêncio às vezes nos traz perguntas interessantes e particularmente neste período teve uma função fundamental: legitimar internamente o grupo antes de expô-lo ao mundo.
Mesmo imerso neste aparente silêncio o grupo realizou nove apresentações da peça O Rei Cego: a pré estréia na cidade de Harmonia, a estréia oficial e mais quatro apresentações no Uruguay dentro da programação da Perimetral: Muestra Internacional de Teatro de Canelones, duas apresentações na Feira do Livro de Farroupilha e ainda uma apresentação na Mostra de Teatro do Espaço da Arte, também em Farroupilha.Foi com certeza um ano inesquecível em que o silêncio ditou as regras da criação e nos inspirou perguntas que ainda movimentam a roda de nossa trajetória! -

PORTAS ABERTAS
Depois de um ano e meio trabalhando em silêncio, finalmente o Teatro do Clã começa a abrir suas portas para o mundo. Nosso blog, vem sendo trabalhado a três meses e finalmente esta pronto. Conheçam, comentem, contatem, critiquem, enfim fiquem a vontade em nossa nova casa. Queremos fazer deste blog, além de um espaço de divulgação de nosso trabalho, uma ferramenta de troca constante.











