Autor: root@marcaproducoes.com.br

  • O REI CEGO NA PRAÇA MIGUEL ARRAES

    O REI CEGO NA PRAÇA MIGUEL ARRAES

    Um bom público aproveitou a tarde ensolarada de
    domingo, dia 23 de setembro, para assistir à apresentação da peça teatral 
    O Rei Cego, na Praça Municipal de Pareci Novo. Com cadeiras, chimarrão
    e pipoca, a comunidade aplaudiu o espetáculo apresentado pelo Teatro do Clã da
    Marca Produções Culturais, numa parceria entre a Secretaria Municipal de
    Cultura de Pareci Novo e o SESC de Montenegro.
    O quarteto de atores aproveitou o espaço
    central da praça, na frente do chafariz, para apresentar a história de um jovem
    príncipe que enfrentou inúmeros perigos para trazer de volta a visão de seu
    pai. Em 45 minutos, os atores cantaram, dançaram e representaram, dando vida
    aos nove personagens desse conto popular de encantamento. O cenário contou com
    escadas, cubos, malas, tecidos, instrumentos musicais e um boneco gigante.
    O espetáculo tem em seu elenco Tuti Kerber,
    Marcos Cardoso, Júlio César Shuster e Dionatan Rosa, mais a direção de Cássio
    Azeredo. A agente de Cultura e Lazer do Sesc, Lucimaura Souza Rodrigues,
    parabenizou a comunidade de Pareci Novo, que novamente prestigiou um evento na
    praça e agradeceu o apoio da Prefeitura.
    Cássio Azeredo, diretor do espetáculo destaca
    que “foi um momento mágico para o grupo, pois a muito queríamos apresentar
    nesta praça. Poder mostrar o nosso trabalho profissional aos nossos alunos do
    Projeto Fábrica de Sonhos foi outro fator que nos motivou muito”, finaliza
    Cássio.  a apresentação também marcou a estreia
    do ator Dionatan Rosa na equipe do teatro do Clã.
    O
    Rei Cego
     volta a ser apresentado
    na região nesta quinta-feira, dia 27, às 20 horas, no Parque Municipal da
    Oktoberfest, em Maratá.
    (texto baseado na matéria de Guilherme Batista para o portal Vale do Caí)




  • Post sem título 311

    Amigos de Maratá e região… 

    O Rei Cego na terra de vocês! 

    Agendem-se!

  • Post sem título 312

    Ai galera do Pareci Novo e região. 

    O Rei Cego, tá chegando por aí… 

    Agendem-se!

  • Outras palavras em primeira pessoa

    Outras palavras em primeira pessoa

    Acontece
    tanta coisa em tão pouco tempo, que por vezes nem conseguimos divulgar nossas
    ações. Felizmente estamos conseguindo trabalhar com arte, algo tão raro,
    precioso e necessário nesse país.

                O grupo segue seus projetos. Durante
    esse período que ficamos sem postar apresentamos em algumas cidades: Realizamos
    duas apresentações no Festival Isabel em Cena, na cidade de Viamão. Além disso
    a Marca Produções também produziu o grupo Cheiro de chuva da cidade de Taquara com
    a peça O Auto da Camisinha.

               Depois disto, o Rei Cego encerrou o Festival de Teatro de Montenegro, o
    Montenegro em Cena. A apresentação reuniu o público participante do Festival,
    amigos e convidados para um momento de intensa troca. A Marca Produções foi
    responsável pela produção do Festival e toda a equipe se envolveu nesse
    projeto, que é considerado um marco na cultura da cidade.

     

     

    O
    grupo teve ainda que adiar duas apresentações, por conta da lesão física de um
    dos seus integrantes, mas segue suas atividades e já tem apresentações
    agendadas para o segundo semestre, nas cidades de Pareci Novo, Maratá, Morro
    Reuter, Cachoeirinha, Brochier, São Leopoldo, Gravataí, Harmonia e outros
    municípios.
  • Oficinas de Maquiagem e Contação de Histórias em Erechim/RS

    Oficinas de Maquiagem e Contação de Histórias em Erechim/RS

    Em julho, a atriz e professora de teatro Tuti
    Kerber esteve em Erechim, na Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel,
    para ministrar duas oficinas aos alunos da escola e comunidade. Pela manhã
    aconteceu a  Oficina de Maquiagem para Palco. No período da tarde,
    Contação de Histórias. Estiveram presentes mais de 30 alunos além dos
    professores. “Foram 390km de viagem até Erechim (só para ida!) e valeu muito a
    pena. Fui muito bem recebida pelos professores, funcionários e alunos da Escola
    de Belas Artes. As oficinas foram muito boas, pois as pessoas estavam dispostas
    a participar e a fazer arte”, comenta Tuti.

               “O Trabalho desenvolvido em diversas oficinas
    que estamos ministrando pelo estado pretende compartilhar um pouco da
    experiência que estamos desenvolvendo dentro do Teatro do Clã em diversas áreas
    do fazer teatral,” finaliza Cássio Azeredo.

  • O Rei Cego em Gravataí adiado

    Queridos amigos! Amanhã teríamos apresentação do
    espetáculo o Rei Cego em Gravataí.


    Por motivos maiores ela terá que ser transferida
    para outra data. Em breve divulgaremos.


    Pedimos desculpas a todos que nos prestigiariam.



    Atenciosamente, Teatro do Clã

  • 1º Montenegro em Cena

    1º Montenegro em Cena

     

     

                      1º Montenegro em Cena – Festival de Teatro da Cidade de Montenegro

    01 – 05 de agosto. Teatro Roberto Atayde Cardona Esperamos todos.

     

  • Eu Te Amo! – Comentário Crítico.

    Eu Te Amo! – Comentário Crítico.

     
               “Eu te amo!” é uma adaptação do texto “Quando as máquinas param” de Plínio Marcos realizada pelo Grupo Balança mas não cai. Confesso que textualmente a proposta decepciona e muito, pela ousadia de  Allan Klaus negar o texto de um dos melhores dramaturgos brasileiros ao lado de Nelson Rodrigues. Se eu retiro o que o Plínio me dá de melhor, qual o sentido de montar um texto seu? Nenhum! 
                    Quando as máquinas parar tem um discurso que projeta uma realidade social, onde a poética de sua dramaturgia está associada a marginalização e a denúncia da degradação e miséria humana e o Grupo Balança mas não cai ignora isso e constrói um espetáculo correto, porém injusto com o propósito de levar Plínio para o palco. Adaptações e experimentações acercas de obras conhecidas e consagradas são sempre bem vindas desde que o cerne seja mantido, desde que eu, enquanto artista queira se utilizar da voz de determinados autores para estar colocando a minha visão acerca daquela obra, daquele contexto, mas ora pegar um texto como este e dar uma conotação romântica dos anos 40? Realmente não consigo entender o que levou Allan a fazer isso. É até aceitável que a história seja interessante, mas para mim o mais importante são os conflitos existentes na obra e isso passa quase batido. 
                   Enquanto encenação a direção que também é do Allan consegue construir um espaço interessante, naturalista, assim como a construção das personagens, um figurino equilibrado, com exceção da touca de dormir utilizada por Lola que provoca o riso da platéia numa cena que eu considero não ser engraçada, justamente por estar fora de contexto. A trilha sonora além de ser mal operada, não auxilia na construção de climas, e as vezes é de extremo mau gosto, como no caso da trilha incidental do filme “O mágico de Óz” , que deixa a cena piegas e a extensão é demasiada e acaba na cena em que Lola está rezando, tornando-a desinteressante e a música acaba não criando a densidade necessária a cena. Outra questão é que a trilha não precisa servir de referencia para entrada e saídas dos personagens, pois quando ocorre um erro como aconteceu hoje o ator não estará preso a está marca. 
            E por falar em densidade, creio que falta uma profundidade na construção do personagem Lola, está muito boazinha, limpinha nos gestos e fala, creio que precisaria sujar mais o comportamento desta personagem, criar uma personagem mais humana e menos heroína e atentar para as mãos crispadas e sem ação. Já a construção de Antônio é forte e mais intensa, acredito bastante na figura de Allan que acaba deslizando apenas no final com a consumação da tragédia, mas está inteiro e verdadeiro e também não sabendo muito onde colocar as mãos, sendo que as vezes quer colocar no bolso e não acha os bolsos ficando no meio do caminho

     

                    O grupo precisa repensar os buracos criados na cena, vários momentos o palco fica sozinho, sem nada acontecendo, talvez nem precisasse sair de cena para solucionar esses vácuos. O biombo preto serve como uma coxia para troca de figurinos, mas fiquem atentos pois tem uma cena acontecendo com Allan no foco, mas o meu olhar desvia para atrás deste biombo pois se consegue enxergar a atriz trocando de roupas e não é nem a personagem quem troca e sim a atriz, detalhes que podem ser repensados para melhor apresentar o espetáculo.

     

                      Em suma, se tem um espetáculo interessante, que tem uma força, se sustenta, mas o problema maior é a traição ao Plínio Marcos, inaceitável pela forma como foi executada, pois se fosse me dito, este espetáculo foi escrito por fulano e ponto, eu não teria a referencia do Plínio entende? Eu não estaria comparando e querendo saber o que aconteceu com o texto original, mas partiria do zero, o que não posso ignorar aqui. Outros detalhes que se forem trabalhados de forma consciente podem render bons frutos ao grupo.
    Diego Ferreira – Comentador Crítico do I Montenegro em Cena
  • XIII FESTIVAL DE ESQUETES TEATRAIS DE ROLANTE

    XIII FESTIVAL DE ESQUETES TEATRAIS DE ROLANTE

               O Rei Cego foi convidado a encerrar o XIII
    Festival Estudantil de Esquetes Teatrais, que aconteceu nos dias 3 e 4 de julho,
    no Salão Paroquial Cristo Rei, promovido pela Secretaria Municipal de Educação,
    Esportes e Cultura. 
    A comunidade assistiu atentamente ao
    espetáculo e se encantou. Veja alguns depoimentos:

    “Legal, gostei muito
    porque envolve música”

    – Iana Gabrielle dos Passos – 14 anos – estudante.

    “Peça é interessante,
    diferente, engraçada e prende a gente”

    – Raíssa Rafaela Reischter – 19 anos – estudante.

    “Muitos elementos
    surpresas, adorei a forma como utilizaram os materiais, a peça envolve o
    público, o fato da música, tudo foi surpresa, não esperava ver o que eu vi”
    –  Aststrith
    Schierholt – 47 anos – professora e diretora da Escola Estadual E.F. Frei
    Miguelinho. 


             
  • Post sem título 318

              O Rei Cego em Rolante
         Quarta-feira 04/07 às 19:30h

              

  • O REI CEGO EM CHARQUEADAS

    O REI CEGO EM CHARQUEADAS

               Após
    Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Novo Hamburgo, Feliz, Caxias do Sul e
    Canela, O Rei Cego esteve em
    Charqueadas para sua última apresentação pelo projeto SESC Teatro a mil.
                As
    apresentações aconteceram na quinta-feira (28/06) e sexta-feira (29/06) no
    ginásio da Escola São Miguel para 1.003 crianças da rede municipal de ensino.
     
               O Grupo encerra o projeto com o
    sentimento de dever cumprido e agradece a receptividade de todos que
    encontraram nessas sete cidades em que estiveram. Foi um prazer trocar
    experiências e levar um pouco do trabalho em que o grupo acredita.



  • O REI CEGO NA 31ª FEIRA DO LIVRO DE ESTÂNCIA VELHA

    O REI CEGO NA 31ª FEIRA DO LIVRO DE ESTÂNCIA VELHA

                     O Teatro do
    Clã esteve presente na 31ª Feira do Livro de Estância Velha. 
    Aproximadamente 500 pessoas entraram no reino
    do quem vai lá não volta com a peça O Rei Cego. O evento contou com a presença
    de outros grupos como Mototóti, Makki Produções, Orquestra de sopros de Picada Café e escritores como Léia Cassol.
              “Esta
    foi a primeira vez que o Teatro do Clã esteve presente em Estância Velha. Ter
    apresentado para um público tão atento nos deixa motivados a seguir
    trabalhando. Esperamos que assim como o slogan da feira (a leitura com sabor de
    quero mais) possamos ter deixado a mesma impressão”, finaliza Cássio Azeredo
    diretor do espetáculo.

  • O REI CEGO É O VENCEDOR DO IX MAXI EM CENA 2012

    O REI CEGO É O VENCEDOR DO IX MAXI EM CENA 2012

               O final de semana dos dias 26 e 27 de maio foi especial para o Teatro do Clã, pois o grupo foi o grande vencedor do IX
    Maxi em Cena – Festival dos Festivais de Teatro Amador/RS
    da cidade de Maximiliano de Almeida, conquistando
    nove prêmios. O grupo concorreu na categoria infantil com outras peças vindas
    de diversas cidades gaúchas. O Rei Cego levou os prêmios de Melhor
    espetáculo, Melhor direção para Cassiano Azeredo, Melhor atriz para Tuti
    Kerber, Melhor ator coadjuvante para João Pedro Decarli, Melhor texto original,
    Melhor trilha sonora, Melhor cenário, Melhor figurino, Melhor iluminação e
    ainda indicação a Melhor maquiagem/caracterização e a Melhor ator para Júlio
    César Schuster.
    O júri do festival merece destaque: Ida
    Celina detentora de quatro prêmios açorianos e um dos nomes mais expressivos do
    teatro gaúcho; Stella Bento
    licenciada
    em Letras pela UFSM e bacharel em Artes Cênicas pela UFRGS; Antônio Ca
    rlos Brunet, ator e diretor de teatro.
    Ambos integram a equipe de
    jurados/debatedores do IEACEN – Instituto Estadual de Artes Cênicas, da
    Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.
    O grupo agradece a todos que de alguma forma contribuíram para o festival e destaca a importância do evento como forma de intercâmbio, troca de experiências e aprendizagem dos artistas participantes. 


  • 53º ANIVERSÁRIO DE MACHADINHO

    53º ANIVERSÁRIO DE MACHADINHO

             Na sexta-feira (25),
    após 6 horas de viagem, o Teatro do Clã
    chega a Machadinho, cidade localizada a nordeste do Rio
    Grande do Sul fazendo divisa com Santa Catarina e conhecida como terra do Frei
    Teófilo Antoniazzi, vigário da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Machadinho,
    que deixou sua marca na história econômica, política e educacional, sendo
    co-responsável pela construção e emancipação do município, tornando-se a personalidade
    mais importante da cidade.
                A
    apresentação do espetáculo O Rei Cego
    fez parte da programação do 53º aniversário do município e deveria ter
    acontecido na praça da matriz em frente à Igreja, mas a chuva fez com que todos
    se deslocassem até o Salão Paroquial. As crianças das escolas  municipais prestigiaram
    atentos ao conto popular e se encantaram com a água milagrosa.


  • CMET PAULO FREIRE – 22/05

    CMET PAULO FREIRE – 22/05

            A última apresentação da peça O Rei Cego, através do 7º Festival Palco Giratório, ocorreu ontem – quarta-feira, às 15h no Centro Municipal de Educação do Trabalhador Paulo Freire. Tuti Kerber, atriz do espetáculo analisa: “Ao entrar em cena na Escola Paulo Freire, deparei-me com dois olhos brilhantes e curiosos que me acompanharam durante toda a apresentação. As aulas estavam paralisadas e a escola fez uma panfletagem pela vizinhança, que trouxe pessoas da comunidade e alunos de outra escola. E esses olhos brilhantes aos quais me referi são de uma senhora encantada. Não havia como não me encantar com ela também. Aliás, muitos olhos curiosos e especiais assistiram O REI CEGO nessa tarde. Considero todos os públicos importantes e respeito cada pessoa que vem prestigiar nosso espetáculo… todavia confesso que quando estão presentes pessoas “especiais”, a energia que retorna desse público é tão pura e tão linda que fica comigo mesmo depois dos aplausos finais.”  
            
  • ESCOLA GRANDE ORIENTE – 21/05

    ESCOLA GRANDE ORIENTE – 21/05

             Na segunda-feira foi a
    vez da Escola Municipal Grande Oriente do bairro Rubem Berta receber O Rei
    Cego
    . As apresentações aconteceram às 10h e às 15h sendo prestigiadas pelos
    alunos da escola. 


          
  • PARQUE FARROUPILHA – 20/05

    PARQUE FARROUPILHA – 20/05

            O Rei Cego esteve no domingo na Redenção para sua primeira apresentação no Festival Palco Giratório. A apresentação ocorreu às 12h em frente ao Brique e teve presença de grande público. Cassio Azeredo, diretor da peça comenta: “Realizamos algo que a muito esperávamos: Apresentar O Rei Cego na Redenção. Pode parecer pequeno, mas muitas foram às vezes em que fomos até a Redenção assistir espetáculos e pela primeira vez tivemos a possibilidade de apresentar um trabalho neste lugar tão democrático. Foi um momento muito bacana. Queremos agradecer a todos os amigos, colegas que estiveram presentes.”

        
  • 7º FESTIVAL PALCO GIRATÓRIO SESC

    7º FESTIVAL PALCO GIRATÓRIO SESC


                   O
    7º Festival Palco Giratório SESC/POA acontece de 04 a 27 de maio na capital
    gaúcha. O público terá oportunidade de prestigiar uma diversidade de estilos
    que vai da comedia ao drama, do musical ao teatro gestual, do épico ao de
    animação e de máscaras, da dança de rua à contemporânea. O Festival também é um
    espaço que visa promover a interação dos grupos com o público por meio de
    conversas, oficinas e debates que ampliam o conhecimento sobre o processo de
    criação no universo das artes cênicas. Para conferir a programação completa acesse: 
    www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio

                    O Teatro do Clã é um dos grupos que
    integram o Festival com a peça O Rei Cego. As apresentações acontecem nos
    dias 20, 21 e 22 de maio. 
  • DIÁLOGOS PARA ESCAPAR por CÁSSIO AZEREDO

    DIÁLOGOS PARA ESCAPAR por CÁSSIO AZEREDO

    Segue abaixo a entrevista do diretor Cássio Azeredo postada no blog de Diego Ferreira. Veja outras entrevistas em  http://escapeteatro.blogspot.com.br/




    DIÁLOGOS PARA ESCAPAR por CÁSSIO AZEREDO


    O Blog Válvula de Escape, segue com a série de entrevistas com diversos profissionais das Artes Cênicas do estado e do Brasil, dentro do projeto “DIÁLOGOS PARA ESCAPAR”. Projeto que pretende utilizar este espaço para deixar escapar a voz dos arquitetos da cena atual. E nesta edição, postamos a entrevista de Cássio Azeredo, realizada via e-mail por Diego Ferreira. Cássio Azeredo é diretor do Teatro do Clã e sócio da Marca Produções. Ator e professor de teatro no projeto Fábrica de Sonhos, graduado em Teatro na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. 


    Como o teatro surgiu em sua vida?
    Geralmente as pessoas tem uma resposta romântica para esta questão… A minha é bem comum e sem graça, como são algumas coisas boas da vida. Sempre gostei de arte. Na escola estive a frente de iniciativas culturais, e estar em grupo sempre foi uma prática. Mas o primeiro contato se deu a partir do convite de uma colega para fazer um curso de iniciação teatral que estava sendo oferecido aqui em Montenegro, na Cia de Teatro Tio Tony. De lá pra cá, essa experiência foi se intensificando e passando por várias etapas: inicialmente o sonho, os passos iniciais, uma possibilidade real, a atividade docente, uma oportunidade profissional, a Graduação em Teatro, o grupo profissional e tudo mais. Ainda não sei se é isso que eu quero pra mim, mas já estou com essa dúvida há 11 anos.

      Teatro do Clã: Contextualize e divida conosco a idéia de formar um grupo, o histórico e dos projetos atuais e futuros.
    A criação desse grupo é o resultado natural de uma busca incessante por um trabalho consistente em arte. Uma busca minha e também do meu parceiro de caminhada, Marcos Cardoso. Acho que o Clã é uma porta aberta que dá passagem para essa vontade que já existia em potência dentro de nós.
    Por muito tempo priorizamos nossa atividade docente. Ela sempre foi e ainda é muito gratificante, mas é também uma experiência limitada, pois o processo com os alunos tem um caráter cíclico que não nos permite aprofundar. Também brincamos que esse grupo é “uma desculpa esfarrapada pra juntar um monte de gente legal em prol de um objetivo comum”.
    São muitos projetos que nos inspiram atualmente. Primeiramente queremos seguir com o Rei Cego, aprofundando e nos desafiando dentro dessa proposta, além de continuar o treinamento pessoal que estamos desenvolvendo. Paralelo a esse trabalho artístico temos uma preocupação muito grande em viabilizar nossas produções, formar nosso público, estabelecer nossa sede e nos consolidar enquanto grupo.
    O Rei Cego – Elenco e Diretor- Foto: Jenifer Berlitz




     Como é o processo de trabalho do Teatro do Clã?
    Acredito que o processo no Clã ainda não “é”. Ele está sendo construído constantemente. Contudo é possível apontar algumas linhas gerais. Temos uma divisão do grupo em duas esferas que se complementam e se contrapõem a todo instante. Uma diz respeito ao trabalho artístico/criativo. Que compreende treinamento, pesquisa e montagem de espetáculos. A outra esfera, chamamos de “institucional” que é a produção, divulgação, projetos, vendas, enfim, a esfera da viabilidade das nossas produções. Obviamente o trabalho artístico é o centro das nossas inquietações, porém sem um olhar sério e inovador sobre a viabilidade, o nosso fazer artístico permanece preso. Repito inúmeras vezes que também compete ao artesão criar as ferramentas necessárias para qualificar a sua criação.
    Quanto ao processo de trabalho pratico temos alguns princípios que nos guiam, porém estamos em busca de uma poética que nos identifique e nos sustente. Algumas possibilidades são inspiradoras como a musicalidade, a teatralidade assumida, o trabalho coletivo e o resultado estético sustentado por uma pesquisa intensa. Quanto ao Rei Cego, ele é resultado direto de um processo de colaboração e criação em grupo. Ele foi um esboço, uma forma inicial que aos poucos foi ganhando cor e expandindo a própria forma. A criação de matrizes pré-expressivas (continuação da minha pesquisa de TCC) e mais recentemente a inspiração nos princípios da biomecânica nos auxiliaram nessa criação.

    Quais os pontos positivos e negativos em se produzir teatro no interior do estado?
    Tenho duas visões quanto a esta questão. A primeira é que “teatro é teatro em qualquer lugar” e que estas limitações geográficas não devem ser empecilhos ao processo. Até porque acredito que o mais difícil no trabalho com teatro é encontrar bons parceiros para suar a camiseta e isso independe do lugar em que se está inserido.
    Por outro lado, sei que as oportunidades são maiores para quem produz nos grandes centros. Além disto, há um pré-conceito com o que é produzido fora da capital, embora as universidades (UERGS, UFSM e agora em Pelotas) estejam contribuindo para desmistificar esta questão.
    Um exemplo dessa situação é que recentemente fomos impedidos de concorrer ao Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil por estarmos legalmente registrados em Montenegro e por “não pertencermos ao circulo porto-alegrense”. E o mais paradoxal é que estávamos realizando temporada em Porto Alegre, dentro de um teatro municipal, com pessoas da equipe residindo na capital. Sabemos que o prêmio é promovido pela prefeitura de Porto Alegre para incentivar os artistas locais, mas entendemos que esse pensamento vai na contramão da efervescência cultural que está surgindo com os grupos do interior do estado e principalmente por Porto Alegre tratar-se de um grande centro que abriga artistas de diferentes cidades.


     Em 2011, eu assisti ao trabalho de vocês “O Rei Cego” e escreviminhas impressões. Desde lá, percebo que vocês estão em constante trabalho e reciclagem na manutenção do espetáculo. Na ocasião escrevi: “O Rei Cego é um trabalho digno de aplausos, um dos destaques da cena gaúcha, que ainda vai dar muito que falar, pela profissionalização, criatividade e entrega do coletivo. Escrevam o que estou dizendo, este trabalho vai estar nas principais mostras de teatro do País”. Algum tempo já se passou, e isto vem se concretizando. Na tua opinião, quais são os fatores que auxiliam na manutenção e visibilidade que o espetáculo vem ganhando?
    Suor, insistência e renúncias seriam pistas iniciais para apontar uma possível resposta. Acho que um pouco de egoísmo também. O Rei foi criado para satisfazer uma vontade nossa. Queríamos um teatro que fosse interessante para nós, antes de querer que ele significasse para mais alguém. Como dificilmente ficamos satisfeitos, essa busca constante nos move em busca de lugares novos o tempo todo. Acho que a preocupação do grupo enquanto instituição tem sido outro fator determinante nesta questão.

        Cássio, você se desdobra em muitas funções: ator, diretor, professor, produtor, pai, iluminador, etc. Sei que não tem como separá-las, mas se você tivesse que escolher uma só, em qual situação você se realiza mais? Fale um pouco sobre cada função e a MARCA Produções. 
    Confesso que por vezes esse “vendaval” de funções ainda me assusta e me impede de aprofundar algumas questões. O que me consola é perceber que as essências estão conectadas e convergem para o mesmo lugar. Cada função tem seu sabor, e estou aprendendo a não apressar as coisas e aproveitar com intensidade a experiência do momento. Quero atuar. Meu ultimo trabalho foi o Mendigo e o Cachorro inspirado no texto do Brecht, trabalho resultante do meu TCC. De lá pra cá eu tenho só dirigido e isso me dá muito prazer, porém subir no palco está me fazendo falta.
    A Marca Produções Culturais é a casa dos nossos projetos e existe como ferramenta para a viabilização das nossas produções. Administrar a empresa dá bastante trabalho, mas é outra aprendizagem que apesar de ser chata e burocrática, me motiva na medida em que sei que toda esta organização reflete diretamente na viabilidade do produto artístico.

         Duas questões: Como você vê o papel da crítica e como você recebe as premiações, se puder divida conosco os prêmios já recebidos por ti e pelo grupo, e como estes prêmios redimensionam a tua carreira? 
    Compactuo com a ideia do Fabinho (Fábio Castilhos), quando ele diz que os prêmios trazem um selo de legitimidade para o trabalho. Ganhei sete prêmios como melhor direção em festivais nos últimos dois anos. Isso motiva, mas não é o que move de fato. O que estamos conseguindo com o Rei, o retorno do público, o carinho que recebemos por onde passamos são bem mais significativos.
    Quanto ao papel da crítica, eu acho um ato extremamente generoso quando feita com responsabilidade. Alguém que dedica um pouco de seu tempo/conhecimento para falar sobre nosso trabalho merece ser ouvido com carinho e atenção. Lidamos muito bem com isso.
    O Rei Cego. Foto: Jenifer Berlitz

        E o Teatro-Educação? Relate um pouco sobre tuas experiências junto ao projeto Fábrica de Sonhos e como tens acompanhado a trajetória dos alunos, desde a entrada, a permanência e saída? Como ocorre essa transformação através da arte-educação na vida dos teus alunos?
    A Fábrica de Sonhos em pouco tempo já é um projeto consolidado. Hoje atendemos 500 alunos divididos em cinco cidades. Criamos a Fábrica para ser um projeto “pequeno e precioso”, lugar onde reverberam as descobertas do grupo profissional (Teatro do Clã). Dentro da nossa metodologia, temos diversos módulos de trabalho que vão desde os primeiros passos até o experimento de linguagens específicas. Atendemos desde crianças na pré-escola até “meninas de terceira idade”. Transitamos entre duas abordagens principais: a essencialista e contextualista. Ora privilegiando o fazer teatral, ora utilizando-se do teatro como um meio para a formação do indivíduo e ainda trabalhando com as duas possibilidades juntas.
    O aluno que tem um contato com a arte teatral acaba por ter uma visão diferenciada de mundo e a partir desta vivência transita do papel de expectador para um ser ativo na sociedade em que está inserido. Além disso, acredito que ele aprende a gerir conflitos a partir da compreensão das diferenças do outro, diferenças estas que são geradoras dos grandes problemas da sociedade atual. Felizmente hoje temos alunos que estão ingressando na universidade, e também que estão trabalhando diretamente conosco, alguns grupos como o GFAC – Grupo Farroupilha de Artes Cênicas vem desenvolvendo um trabalho bastante consistente e caminha para a profissionalização.

      O que te faz ESCAPAR tratando-se de teatro?
    Envolver-se e apaixonar-se num processo criativo.

     Quais espetáculos têm assistido? Como você enxerga a atual situação das artes cênicas no Rio Grande do Sul?
    Assisti a dez peças teatrais nos últimos dois meses. Destaco Nossa vida não vale um Chevrolet com direção de Adriane Mottola, O Fantástico Circo teatro de um homem só, da Cia Rústica e Tartufo do grupo Farsa. O estado tem uma produção diversificada e alguns grupos com trabalhos de muita qualidade e que são referências como o Teatro Torto, UTA, Santa Estação, Terreira da Tribo entre outros. O grande desafio é contribuir para a criação de um sistema que consiga dar melhores condições de circulação aos grupos para que as produções não fiquem restritas apenas a sistema de financiamentos públicos e editais.

     Quais as expectativas com as apresentações do Rei Cego no Palco Giratório e circuito Teatro a Mil do SESC?
    Que estas apresentações abram muitas portas para novos projetos e que sejam um momento prazeroso para aqueles que optaram em dividir conosco parte do seu tempo.

      Gostaria de compartilhar mais alguma coisa, pensamento ou idéia neste espaço? Fique a vontade.
    Agradecer pelo espaço e pelo trabalho que vens desenvolvendo através do seu blog (que é uma referência em teatro) e pela parceria que ao longo do tempo estamos mantendo. Foi um exercício interessante refletir sobre a nossa prática, e compreender melhor alguns conceitos que nos eram escuros.
    Queria ainda compartilhar o endereço do nosso sitewww.marcaproducoes.com.br para que conheçam nossos projetos.

    Finalizo com um pequeno trecho do texto de Peter Brook que tem sido uma inspiração:

    “Nunca acreditei em verdades únicas.
    Nem nas minhas nem nas dos outros. (…)
    Mas descobri que é impossível
    viver sem uma apaixonada e absoluta
    identificação com um ponto de vista”.
  • O REI CEGO NA REGIÃO DAS HORTÊNSIAS

    O REI CEGO NA REGIÃO DAS HORTÊNSIAS

           Em Canela as apresentações do espetáculo O Rei Cego dentro do projeto SESC Teatro a Mil, ocorreram nos dias 26 e 27 de abril. A cidade localizada em uma área de serra lindíssima, rodeada de pinheiros e conhecida pelo Parque do Caracol, foi o palco do evento. Cerca de 1.280 crianças prestigiaram a peça que encantou os alunos das escolas da rede municipal de ensino. 
            A turnê pelo SESC continua, próxima cidade: Barra do Ribeiro!